Solicitar Atendimento

CLIQUE AQUI

A abstinência pode provocar convulsões?

Quando alguém para de usar uma substância, o corpo sofre alterações. Isso se chama síndrome de abstinência. Ela varia conforme o tipo de droga, quanto tempo foi usada e a saúde da pessoa. Muitas famílias se perguntam se convulsões por abstinência são comuns ou raras.

O que é parada respiratória por opioides?

Há uma confusão comum que pode atrasar o socorro: overdose e abstinência são diferentes. Overdose é quando há intoxicação aguda, podendo levar à perda de consciência e respiração falha. Os sinais de abstinência aparecem quando se para o uso e podem ir de ansiedade a tremores, e até sintomas mais sérios. Se ocorrerem sintomas como rebaixamento de consciência, confusão ou dificuldade para respirar, é crucial chamar ajuda imediata pelo SAMU 192.

Convulsões não são simples eixos do processo de abstinência. Podem ocorrer em alguns casos de retirada de drogas, mas não sempre. O perigo de convulsões durante a desintoxicação é maior se a pessoa tem histórico de convulsões, usou várias drogas ou parou de usar de repente sem supervisão médica.

Esse risco tem a ver com o cérebro. Substâncias alteram a ação de neurotransmissores, como GABA e glutamato. Quando a pessoa para de usar, o equilíbrio químico do cérebro muda rapidamente. Isso pode aumentar a chance de ter convulsões. Por isso, é vital estar atento aos sinais de emergência e entender a importância de um tratamento de suporte 24 horas, em especial para dependência química no Brasil.

O que é parada respiratória por opioides?

A parada respiratória por opioides é o extremo da depressão respiratória. Geralmente acontece em uma overdose desses medicamentos. Pode se desenvolver rapidamente mesmo quando o indivíduo parece estar só dormindo. O perigo maior vem da redução silenciosa de oxigênio no sangue, não apenas do sono.

o que é parada respiratória por opioides

Como os opioides deprimem o sistema nervoso central e afetam a respiração

Opioides como morfina e fentanil diminuem a capacidade do cérebro de controlar a respiração. Isso faz com que a pessoa respire menos e com menos força. Essa mudança pode levar à retenção de dióxido de carbono e menos oxigênio no corpo.

Nas overdoses de opioides, o estado de lentidão e sonolência profunda pode enganar quem está observando. A respiração e a cor da pele são indicadores importantes da gravidade da situação.

Sinais de alerta de hipoventilação e evolução para parada respiratória

Sinais preocupantes de overdose incluem dificuldades respiratórias. Pausas longas na respiração, sons de respiração fraca ou luta para manter a pessoa acordada são alertas. Lábios azulados e pele fria são sinais de pouco oxigênio no sangue.

O que observarComo pode aparecerPor que importa
Ritmo respiratórioMenos de 10 respirações por minuto, pausas e suspiros longosIndica hipoventilação e risco de piora rápida
ConsciênciaNão acorda com voz alta, responde pouco ou não respondeMostra depressão do sistema nervoso central associada à overdose de opioides
Cor da pele e lábiosPálida, acinzentada ou arroxeadaSugere oxigenação insuficiente e urgência
PupilasMuito pequenas, “em ponta de alfinete”Achado comum em intoxicação por opioides

Fatores que aumentam o risco: dose, tolerância, mistura com álcool/benzodiazepínicos

O risco de overdose não é simples. Influencia muito o quanto é consumido, a tolerância após pausas no uso, e o uso sozinho. Condições respiratórias ruins, fadiga extrema e sedativos também aumentam perigos.

Misturar opioides com álcool é perigoso. Juntos, esses dois depressores do sistema nervoso central ampliam os riscos respiratórios. A combinação com benzodiazepínicos, como clonazepam, aumenta ainda mais o perigo de depressão respiratória.

O que fazer diante de suspeita de overdose: naloxona, SAMU 192 e cuidados imediatos

Se suspeitar de intoxicação por opioides, é uma emergência. O primeiro passo é ligar para o SAMU 192 e descrever os sintomas. Enquanto a ajuda chega, mantenha a pessoa de lado, se estiver respirando, e observe a respiração cuidadosamente.

A naloxona pode reverter temporariamente os efeitos dos opioides. Mas é vital avaliação médica, pois os sintomas podem voltar. Se a respiração parar, comece compressões torácicas e siga as instruções do telefone até a chegada do socorro.

Abstinência e convulsões: quando pode acontecer e por quê

Reduzir ou parar o uso de uma substância faz o corpo se ajustar. Muitas vezes, a abstinência traz desconfortos. Mas, às vezes, pode ocorrer convulsão, o que é mais sério.

Avisamos as famílias para observar vários aspectos. Como o tempo desde a última dose e o histórico de crises. Isso ajuda a distinguir entre desconforto normal e situações de emergência.

convulsão na abstinência

Diferença entre sintomas comuns de abstinência e sinais neurológicos graves

Ansiedade, irritabilidade e insônia são alguns dos sintomas comuns. Apesar de assustadores, geralmente melhoram com hidratação e descanso.

Mas, sinais como convulsões e confusão intensa são preocupantes. Eles exigem cuidados imediatos para evitar problemas maiores.

Quais substâncias têm maior associação com convulsões na abstinência

A abstinência de álcool pode levar a convulsões nas primeiras 48 horas. Pode evoluir para delirium tremens, que é grave.

Benzodiazepínicos, quando interrompidos de repente, também podem causar convulsões. A redução gradual sob orientação médica é importante.

Abstinência de opioides causa convulsão? O que a evidência sugere

Na maioria dos casos, a abstinência de opioides causa dor e diarreia, mas não convulsões. Se convulsões ocorrem, procuramos outras causas.

Isso inclui uso de outras drogas ou condições clínicas não diagnosticadas. Assim, não consideramos apenas abstinência, mas avaliamos o contexto geral.

Desidratação, febre, distúrbios eletrolíticos e outras causas que podem desencadear crises

Vômitos e diarreia podem levar à desidratação e causar convulsões. Distúrbios como alteração de sódio também aumentam o risco.

Febre e privação de sono são outros fatores de risco. Exames ajudam a monitorar a situação, principalmente em quem tem histórico de convulsões.

Quando procurar emergência: sinais de gravidade e critérios de encaminhamento

Consideramos emergência quando há convulsões ou dificuldade para respirar. Também se o paciente tiver febre alta ou alucinações.

Em riscos maiores, é essencial uma avaliação rápida. Esse cuidado previne complicações e ajuda na desintoxicação segura.

Sinal observadoO que pode indicarComo nós orientamos a agir
Tremor, suor e ansiedade com lucidez preservadaSintomas comuns de abstinência, com necessidade de controle clínicoMonitorar hidratação, alimentação leve e buscar avaliação médica se houver piora
Confusão súbita, alucinações, agitação intensaRisco de delirium tremens ou outra causa neurológicaProcurar atendimento imediato e evitar deixar a pessoa sozinha
Convulsão, queda, mordedura de língua, pós-crise com sonolênciaEvento compatível com convulsão na abstinência ou outra emergência clínicaAcionar emergência convulsão, proteger a cabeça e não colocar objetos na boca
Vômitos/diarreia persistentes, fraqueza, cãibrasRisco de desidratação e distúrbio eletrolítico convulsãoBuscar avaliação para reposição adequada e checagem de eletrólitos
Suspensão brusca após uso prolongado de sedativosMaior chance de abstinência de benzodiazepínicos convulsãoRetomar o cuidado médico e planejar redução gradual com supervisão
Quadro intenso após parar álcool, com tremor forte e piora progressivaPossível abstinência de álcool convulsão, com risco de complicaçõesEncaminhar para avaliação e monitorização, com suporte clínico 24 horas

Prevenção e manejo seguro no Brasil: desintoxicação assistida e redução de danos

Para casos graves, como uso intenso de drogas e histórico de convulsão, a desintoxicação assistida é o melhor caminho. Primeiro, avaliamos cada caso de perto. Depois, montamos um plano de como lidar com a abstinência. Muitas vezes, ficar internado com cuidado médico 24 horas ajuda a evitar problemas e deixa o corpo se recuperar.

A chave é um cuidado bem planejado, que começa com uma triagem cuidadosa e acompanhamento de um psiquiatra. Analisamos tudo: desde o padrão de uso até riscos de depressão, ansiedade e suicídio. Depois, acompanhamos de perto a saúde do paciente, cuidando da hidratação e até corrigindo problemas no metabolismo. Usar medicamentos certos, sempre sob supervisão, também faz parte de um tratamento seguro contra a dependência.

A redução de danos salva vidas, até que a pessoa consiga parar totalmente. Ensinamos como notar sinais de alerta e agir para evitar overdose, chamando ajuda médica se suspeitar de algo. Falar sobre o uso de naloxona como um plano de emergência também é importante, mas sem deixar de lado o tratamento principal. Além disso, explicamos por que não se deve misturar álcool com certos remédios, pois isso pode ser muito perigoso.

Integrar o tratamento à rede de apoio psicossocial do Brasil, como o CAPS AD, é possível e beneficia muitos. A recuperação não acaba quando os sintomas de abstinência passam. Continuar com a terapia, evitar recaídas e ter o apoio da família são fundamentais. Isso ajuda a manter os resultados e fortalece a relação com a equipe de cuidado.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
Nossa Equipe

+ Médicos 24 horas

+ 3 Psicólogos diários

+ Assistente social diário

+ Professor de educação física diário

+ Palestrantes externos

+ 4 terapeutas em dependência química

+ Coordenador geral, coordenadores de pátio, monitores de atividade segurança

+ Administrativo e Jurídico

+ Lavandeira, cozinha e nutricionista

+ Profissionais à parte na clínica: dentista, fisioterapeuta e massoterapeuta

+ Equipe Jurídica

Artigos Recentes
Inscreva-se e receba atualizações
Com nossa estrutura somos capazes de reabilitar. 🎈

Não espere mais e entre em contato conosco.

Nossa  equipe está pronta para lhe atender