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Abstinência de Cheirinho da Loló: como lidar com a tentativa de suicídio

Abstinência de Cheirinho da Loló: como lidar com a tentativa de suicídio

Nós apresentamos, de forma direta e técnica, o tema central deste artigo: a abstinência de cheirinho da loló e o potencial incremento do risco de suicídio em pessoas com dependência de solventes.

Cheirinho da loló refere-se a solventes voláteis e inalantes — como éter, thinner e colas — que alteram o sistema nervoso central ao interferir em neurotransmissores como GABA e glutamato e ao causar hipóxia por substituição do oxigênio. Esses efeitos explicam as crises agudas e os danos neurológicos crônicos observados em atendimentos de emergência e em unidades de internação.

No Brasil, o uso é significativo entre adolescentes e populações vulneráveis. Relatórios do Ministério da Saúde e estudos clínicos apontam para internações por intoxicação por inalação em centros urbanos e áreas rurais. A combinação entre fatores biológicos, psicosociais e ambientais pode transformar a abstinência em um momento de grande vulnerabilidade.

A abstinência pode precipitar descompensações psiquiátricas: depressão severa, ansiedade intensa, impulsividade e ideação suicida. Por isso, o suporte em crise deve ser imediato e contínuo, integrando avaliação clínica, proteção e encaminhamento para tratamento de intoxicação por inalação e acompanhamento psiquiátrico.

Nós, como equipe de cuidado, enfatizamos vigilância ativa e intervenções quando houver sinais de risco. A proteção da vida pode exigir ações que incluam a remoção de meios letais, supervisão contínua e, em casos necessários, quebra pontual de sigilo para acionar serviços de emergência ou familiares, conforme a legislação brasileira.

Orientamos familiares e cuidadores a buscar ajuda sem demora diante de sinais de risco. Nas próximas seções, detalharemos sintomas, avaliação de risco, recursos disponíveis e estratégias de tratamento para oferecer suporte efetivo a quem enfrenta abstinência de cheirinho da loló.

Abstinência de Cheirinho da Loló: como lidar com a tentativa de suicídio

sintomas de abstinência loló

Nós explicamos de forma clara o que é loló e por que seu uso representa perigo. O cheirinho da loló reúne solventes voláteis presentes em colas, thinner, removedores e outros produtos domésticos. Esses inalantes perigosos contêm acetona, tolueno, éteres e hidrocarbonetos que deprimem o sistema nervoso central e alteram canais iônicos e neurotransmissores.

Entendendo o que é o cheirinho da loló e seus efeitos

Os efeitos do loló aparecem rapidamente: euforia, tontura, descoordenação e náusea. Uso repetido leva a encefalopatia tóxica, neuropatia periférica e cardiomiopatia. Há risco de morte súbita por arritmia ou asfixia. Conhecer composição e mecanismo ajuda a identificar intoxicação e complicações médicas.

Sintomas físicos e psicológicos da abstinência

A síndrome de abstinência inalantes costuma surgir nas primeiras 24-72 horas após parar. Sintomas físicos são tremores, sudorese, taquicardia, náusea, insônia e dores musculares. Em casos graves podem ocorrer convulsões e instabilidade hemodinâmica.

Sintomas psicológicos incluem ansiedade intensa, irritabilidade, agitação psicomotora e depressão. Há risco de psicoses e delirium em quadros severos. Esses sinais físicos e psicológicos aumentam a vulnerabilidade e exigem monitoramento contínuo.

Por que a abstinência pode aumentar o risco de ideação suicida

Ao cessar o uso, neurotransmissores como serotonina e dopamina ficam em déficit temporário. A disfunção do eixo HPA aumenta resposta ao estresse. Esses mecanismos geram desesperança, impulsividade e ideação suicida após parar de inalantes, especialmente em quem já tem comorbidades psiquiátricas.

Fatores sociais agravam o quadro: perda de uma estratégia de enfrentamento, isolamento e problemas legais ou financeiros. Fatores de risco suicídio dependência incluem histórico de tentativas, transtornos de humor e poliuso com álcool ou benzodiazepínicos.

Sinais de alerta de uma tentativa de suicídio durante a abstinência

Devemos reconhecer sinais alerta suicídio verbais e comportamentais. Menções diretas como “quero morrer” ou indiretas como “seria melhor se eu sumisse” exigem atenção imediata. Buscar meios letais, aumento do consumo de outras drogas e isolamento são indicadores claros de perigo.

Sinais emocionais e cognitivos incluem humor deprimido, indecisão e pensamentos ruminativos sobre morte. Observem alterações físicas: sono perturbado, apetite alterado, automutilações prévias ou tentativas recentes. Registrar plano, disponibilidade de meios e capacidade de execução é essencial para avaliar gravidade.

Primeiras ações imediatas ao identificar risco de suicídio

Primeiro, garantir segurança física: remover objetos cortantes e acessar remédios ou solventes voláteis. Permanecer com a pessoa reduz risco imediato. Comunicar familiares e responsáveis quando indicado ajuda na proteção.

Usar linguagem calma e empática para perguntar diretamente sobre intenção e plano. Técnicas de primeiros socorros psicológicos estabilizam momento: acolher, validar emoções e orientar respiração. Se houver risco iminente, ligar para serviços de emergência e pedir intervenção emergência suicídio.

Encaminhar para emergência psiquiátrica ou unidade médica é prioridade quando há plano ou meios. Documentar sinais observados, histórico de uso e medicamentos facilita a avaliação. A prevenção tentativa suicídio passa por ações rápidas, coordenação com rede de saúde e suporte contínuo durante a síndrome de abstinência inalantes.

Identificação e avaliação do risco: como reconhecer e agir

Nós avaliamos situações de risco com método e sensibilidade. A avaliação risco suicídio deve começar por um histórico claro: tentativas prévias, frequência dos pensamentos e a presença de um plano específico. Registros objetivos facilitam a decisão clínica.

avaliação risco suicídio

Utilizamos instrumentos validados para quantificar risco. A escala ideação suicida, como a C-SSRS ou a Beck, serve de apoio à observação clínica e orienta familiares sobre a gravidade pensamentos suicidas. Esses instrumentos não substituem o juízo profissional, mas informam prioridades.

Para entender a gravidade pensamos em sinais que elevam o risco: plano detalhado, acesso a meios letais, intoxicação recente e história de tentativa prévia. A avaliação é dinâmica; reavaliamos com frequência, principalmente nas primeiras 72 horas após cessação do uso.

As perguntas sobre suicídio devem ser diretas e claras. Frases como “Você tem pensado em se matar?” e “Tem um plano?” ajudam a esclarecer intenção. Ao aplicar perguntas, combinamos escuta ativa e comunicação empática para estabelecer vínculo e reduzir a ansiedade do paciente.

Na abordagem verbal crise suicida mantemos postura acolhedora e validamos emoções. Dizemos: “Estamos preocupados com você” e “Queremos ajudá-lo a ficar seguro”. Evitamos julgamentos, minimizações e termos punitivos. Isso facilita adesão ao cuidado.

Quando houver negação não convicente, exploramos sinais indiretos e convidamos para avaliação médica. Se o paciente confessa intenção ou apresenta comportamento autoagressivo ativo, agimos de imediato conforme protocolos de emergência.

Critérios para quando procurar emergência psiquiátrica incluem plano específico, intenção clara, acesso a meios e descompensação por intoxicação. Nesses casos, acionamos SAMU 192 como prioridade para transporte e estabilização médica.

Em ações práticas: contato imediato com SAMU suicídio em quadro iminente; encaminhamento para pronto-socorro com psiquiatria de emergência; quando não há unidade 24 horas, buscamos CAPS ou serviços locais.

Apontamos os principais serviços: CAPs para acompanhamento ambulatorial, CVV — 188 como linha de apoio suicídio para suporte emocional, e unidades hospitalares com atendimento psiquiátrico. A rede de serviços saúde mental Brasil envolve SUS e instituições privadas; cada caminho tem regras de regulação e encaminhamento.

Documentação é parte central do cuidado. O prontuário uso de substâncias deve registrar duração, frequência, quantidade e última exposição. O histórico clínico dependência e comorbidades psiquiátricas orientam escolha de medicação e necessidade de internação psiquiátrica emergência.

Registar respostas do paciente, comportamento observado e decisões tomadas garante continuidade. A documentação suicídio deve conter declarações, medidas adotadas e encaminhamentos, permitindo comunicação segura entre equipes e respeito às normas de confidencialidade.

Item avaliado Critério Ação recomendada
Ideação Frequência e intensidade dos pensamentos Aplicar escala ideação suicida e reavaliar periodicamente
Plano Detalhamento e disponibilidade de meios Risco alto: procurar emergência psiquiátrica ou SAMU 192
Histórico Tentativas prévias e prontuário uso de substâncias Priorizar internação psiquiátrica emergência se risco iminente
Sintomas agudos Intoxicação, convulsões, instabilidade Estabilização médica imediata via SAMU suicídio ou pronto-socorro
Suporte social Presença ou ausência de rede familiar Intervenção psicossocial via CAPS e linha de apoio suicídio

Estratégias de suporte e tratamento durante a abstinência

Nós adotamos uma abordagem multidisciplinar para o tratamento abstinência loló, integrando médicos clínicos, psiquiatras, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais. Essa equipe garante cuidados continuados 24 horas, com foco em estabilização clínica e monitorização cardiorrespiratória quando necessário. O manejo clínico inalantes inclui controle de convulsões, correção eletrolítica e sedação segura em crises agudas, sempre com avaliação especializada.

O manejo farmacológico é individualizado; não há um fármaco único para abstinência de inalantes. Avaliamos comorbidades e consideramos antidepressivos ou ansiolíticos conforme indicação psiquiátrica, monitorando interações e efeitos adversos. Paralelamente, implementamos intervenções psicossociais como terapia cognitivo-comportamental adaptada, terapia familiar e programas motivacionais para fortalecer o suporte na recuperação.

Priorizamos redução de danos e medidas de segurança: remoção de substâncias e objetos perigosos, elaboração de plano de segurança com familiares e supervisão intensiva nas fases de maior risco. Para reabilitação dependência inhalantes, encaminhamos para internação terapêutica quando indicada, CAPS AD e grupos de apoio, além de ações de inclusão social e ocupacional que diminuam vulnerabilidade e previnam recaídas.

O acompanhamento contínuo envolve consultas de retorno com psiquiatria e psicologia, monitoramento laboratorial quando necessário e atualização do plano terapêutico conforme o progresso. Treinamos a família para reconhecer sinais de alerta e atuar em crises com escuta não julgadora. Indicamos materiais do Ministério da Saúde, Associação Brasileira de Psiquiatria e serviços como o CVV para apoio complementar e suporte na recuperação 24 horas.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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