Solicitar Atendimento

CLIQUE AQUI

Como tratar coma alcoólico em dependentes de Anabolizantes

Índice de postagem

Como tratar coma alcoólico em dependentes de Anabolizantes

Nós descrevemos aqui os princípios iniciais para reconhecer e manejar o coma alcoólico em pacientes que também usam esteroides androgênicos anabólicos. O coma alcoólico é uma depressão profunda do nível de consciência por intoxicação etílica aguda e configura uma emergência médica alcoolismo com risco iminente de aspiração, depressão respiratória e instabilidade hemodinâmica.

Em dependentes de anabolizantes, a apresentação pode ser mais complexa. Os esteroides alteram o metabolismo hepático, a função cardiovascular e o balanço eletrolítico. Essas mudanças influenciam a resposta ao tratamento de intoxicação alcoólica e aumentam a chance de complicações durante a reanimação.

O tema é relevante para familiares, cuidadores e equipes de saúde. Nós priorizamos explicar termos técnicos de forma clara, de modo que a identificação precoce dos sinais — como respiração lenta, hipotermia ou confusão grave — leve à ativação imediata do protocolo de emergência.

Nossa missão clínica é oferecer um plano prático e seguro: priorizar vias aéreas, respiração e circulação; investigar uso concomitante de substâncias; e considerar a interação álcool e esteroides ao escolher medicamentos e doses. Encaminhamento rápido para unidade de terapia intensiva deve ocorrer quando houver perda de proteção de vias aéreas, depressão respiratória profunda ou instabilidade cardiovascular.

Como tratar coma alcoólico em dependentes de Anabolizantes

Nós apresentamos aqui um roteiro claro e objetivo para o manejo do paciente com intoxicação alcoólica grave, considerando particularidades do uso de anabolizantes. O foco é assegurar stabilização inicial, evitar complicações e orientar critérios para transferência a unidades de maior complexidade.

manejo coma alcoólico

Avaliação inicial e sinais vitais prioritários

Nós iniciamos a avaliação pela mensuração do nível de consciência com a Escala de Glasgow, registrando abertura ocular, resposta verbal e motora. Documentar respostas e variações permite acompanhar evolução neurológica.

Monitorizamos frequência respiratória e oximetria, observando sinais de insuficiência respiratória e risco de aspiração. Verificamos pupilas, glicemia capilar imediata e temperatura corporal, já que hipotermia é frequente em intoxicação alcoólica.

Na circulação, avaliamos pressão arterial, perfusão periférica e arritmias. Exame rápido busca sinais de trauma craniano e convulsões que alterem conduta.

Medidas de suporte imediato

Garantimos vias aéreas e aspiração por sucção quando houver risco. Usamos posicionamento lateral de segurança enquanto houver reflexos protetores. Intubação orotraqueal é indicada se Escala de Glasgow ≤8 ou depressão respiratória progressiva.

Oferecemos reposição volêmica com cristaloides isotônicos em casos de hipotensão. Se choque persistir após fluidos, escalamos para suporte vasopressor.

Realizamos correção de eletrólitos ao identificar hiponatremia, hipocalemia ou hipomagnesemia, protegendo contra arritmias. Tratamos hipoglicemia com glicose IV e ajustamos condutas conforme gasometria arterial.

Monitorização contínua inclui ECG, oximetria, diurese e reavaliação neurológica frequente.

Interferências dos anabolizantes no manejo

Os efeitos cardiovasculares dos anabolizantes aumentam risco de arritmias, hipertensão e eventos isquêmicos durante intoxicação alcoólica. Isso demanda monitorização cardíaca mais intensa e prontidão para medidas antiarrítmicas ou suporte hemodinâmico.

Hepatotoxicidade associada a alguns esteroides altera metabolismo de sedativos e analgésicos. Ajustamos doses e evitamos fármacos de alto risco hepático quando possível.

Interações farmacológicas com benzodiazepínicos e opioides requerem escolha criteriosa de agentes sedativos e vigilância prolongada do efeito. Rabdomiólise relacionada ao uso de anabolizantes impõe hidratação agressiva e checagem de CK, creatinina e eletrólitos.

Critérios para encaminhamento a unidade de terapia intensiva

Encaminhamos pacientes com Escala de Glasgow ≤8 ou deterioração neurológica progressiva para UTI. Necessidade de ventilação mecânica ou hipoxia refratária também indica monitorização intensiva.

Instabilidade hemodinâmica persistente apesar de reposição volêmica, arritmias graves ou quadro de síndrome coronariana aguda justificam suporte em terapia intensiva.

Casos de falência hepática aguda, rabdomiólise significativa com risco de insuficiência renal ou acidose metabólica grave requerem cuidado intensivo e intervenções invasivas.

Abordagem diagnóstica e exames complementares relevantes

Na avaliação do paciente com rebaixamento de consciência por intoxicação alcoólica e uso de anabolizantes, nós priorizamos exames que esclareçam causas imediatas e riscos associados. A estratégia diagnóstica combina testes laborais rápidos, investigação toxicológica e imagem neurológica para orientar condutas terapêuticas e prognóstico.

exames coma alcoólico

Exames laboratoriais iniciais

Realizamos glicemia capilar de imediato para excluir hipoglicemia. Tratamos empiricamente quando o quadro clínico exigir.

Solicitamos ionograma (Na+, K+, Cl-, HCO3-) para detectar distúrbios eletrolíticos comuns em intoxicação alcoólica e no uso de anabolizantes.

Indicamos gasometria arterial para avaliar hipoxemia, hipercapnia e acidose. Esses dados são essenciais para ajuste de ventilação e suporte metabólico.

A rotina inclui avaliação da função hepática com TGO/AST, TGP/ALT, bilirrubinas, albumina e tempo de protrombina/INR. Alterações sugerem lesão hepática aguda ou crônica e influenciam a escolha de fármacos.

Avaliam-se creatinina e ureia para função renal. Dosamos CK para triagem de rabdomiólise, sobretudo se houver dor muscular, fraqueza ou histórico de esteroides.

Exames para investigar uso concomitante de substâncias

Aplicamos teste toxicológico em urina e sangue para identificar cocaína, anfetaminas, benzodiazepínicos, opióides e outros sedativos que agravam depressão do SNC.

Dosamos álcool etílico no sangue venoso para quantificar intoxicação aguda. Quando disponível, medimos etilglucuronídeo (EtG) para indicar consumo recente ou crônico.

Solicitamos toxicologia especializada para pesquisa de esteroides anabolizantes quando necessário. Resultado documenta exposição e auxilia prognóstico e planejamento terapêutico.

Imagem e monitorização neurológica

Optamos por tomografia de crânio sem contraste quando há trauma, perda de consciência prolongada sem causa clara, déficit focal ou suspeita de hemorragia intracraniana.

Implementamos avaliações seriadas da Escala de Glasgow, vigilância de convulsões e checagem de sinais de hipertensão intracraniana. A monitorização contínua guia medidas neuroprotetoras.

Realizamos ECG de 12 derivações para detectar arritmias, alterações de repolarização e sinais de isquemia, situações que podem resultar da interação entre álcool e anabolizantes.

Quando há suspeita de complicações hepáticas estruturais ou trombose, utilizamos ultrassonografia abdominal com doppler hepático para complementar a avaliação da função e da anatomia.

Exame Objetivo clínico Indicação imediata
Glicemia capilar Excluir hipoglicemia reversível Todos os pacientes com rebaixamento de consciência
Ionograma Identificar distúrbios eletrolíticos Sinais de vômito, desidratação ou uso de diuréticos/anabolizantes
Gasometria arterial Avaliar oxigenação e acidose Comprometimento respiratório ou necessidade de ventilação
Função hepática Detectar lesão hepática aguda/crônica História de consumo crônico de álcool ou anabolizantes
CK (creatina quinase) Triagem para rabdomiólise Dor muscular, fraqueza ou uso de esteroides
Teste toxicológico Identificar substâncias que deprimem SNC Suspeita de poliuso ou quadro atípico
Dosagem de álcool/EtG Confirmar consumo agudo ou recente Esclarecimento do grau de intoxicação
Tomografia de crânio Descartar hemorragia ou lesão estrutural Trauma, déficit neurológico focal ou perda de consciência inexplicada
ECG 12 derivações Detectar arritmias e isquemia Sinais clínicos de instabilidade cardiovascular
Ultrassom abdominal com Doppler Avaliar fígado e tromboses Sinais de insuficiência hepática ou suspeita de trombose

Cuidados pós-agudos, recuperação e estratégias de prevenção da recorrência

Nesta fase nós priorizamos a recuperação médica completa e a redução do risco de recaída. O acompanhamento pós-coma inclui avaliação psiquiátrica para diagnóstico de dependência de álcool e comorbidades, além de avaliação psicológica focada em terapia cognitivo-comportamental e intervenções motivacionais.

Reabilitação física e suporte nutricional são essenciais. Fisioterapia restaura força após imobilização e rabdomiólise; nutrição corrige deficiências proteicas e vitamínicas. Encaminamos para hepatologia e cardiologia quando há lesão hepática ou alterações cardíacas associadas ao uso de esteroides.

Para interrupção de anabolizantes, adotamos desmame médico e tratamento dos efeitos colaterais, com suporte endócrino quando necessário. Consideramos medicamentos aprovados para dependência do álcool (naltrexona, acamprosato, dissulfiram) conforme função hepática e sempre com monitorização laboratorial periódica de função hepática, perfil lipídico, hormônios sexuais e CK.

O plano de seguimento é multidisciplinar e inclui acesso 24 horas para crises, educação familiar para identificar sinais de recaída e integração a grupos de apoio Brasil e programas ambulatoriais. Nossa meta é oferecer reabilitação alcoolismo com apoio contínuo, redução de danos e reinserção social para prevenir novas hospitalizações.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
Nossa Equipe

+ Médicos 24 horas

+ 3 Psicólogos diários

+ Assistente social diário

+ Professor de educação física diário

+ Palestrantes externos

+ 4 terapeutas em dependência química

+ Coordenador geral, coordenadores de pátio, monitores de atividade segurança

+ Administrativo e Jurídico

+ Lavandeira, cozinha e nutricionista

+ Profissionais à parte na clínica: dentista, fisioterapeuta e massoterapeuta

+ Equipe Jurídica

Artigos Recentes
Inscreva-se e receba atualizações
Com nossa estrutura somos capazes de reabilitar. 🎈

Não espere mais e entre em contato conosco.

Nossa  equipe está pronta para lhe atender