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Coração acelerado após usar LSD: o que fazer?

Coração acelerado após usar LSD: o que fazer?

Nós entendemos que sentir o coração acelerado após o uso de LSD pode provocar medo e confusão. Neste artigo, vamos explicar de forma clara o que significa taquicardia, por que ela aparece e quais ações práticas adotamos para reduzir riscos.

Taquicardia é a elevação da frequência cardíaca acima do padrão individual em repouso — geralmente acima de 100 batimentos por minuto em adultos. No contexto do LSD (ácido lisérgico dietilamida), esse sintoma ocorre por ativação do sistema nervoso autonômico e pela interação com ansiedade e outras substâncias.

Embora o LSD seja usado recreativamente e em estudos terapêuticos, a taquicardia é um efeito adverso relativamente comum. A intensidade varia conforme dose, via de administração, sensibilidade individual, uso concomitante de álcool, anfetaminas, cocaína, opioides ou medicamentos que afetam serotonina, além de doenças cardíacas pré-existentes.

Nosso objetivo prático neste texto é orientar sobre medidas imediatas, critérios para procurar atendimento médico e estratégias de prevenção. Atuamos com enfoque cuidador: priorizamos segurança, redução de danos e suporte médico integral 24 horas.

As recomendações que apresentamos baseiam-se em literatura médica sobre efeitos cardiovasculares de psicodélicos, protocolos de emergência para intoxicações e práticas de centros de reabilitação com suporte contínuo.

Coração acelerado após usar LSD: o que fazer?

Nós sabemos que a taquicardia após o uso de LSD provoca medo e incerteza. Antes de qualquer medida, é útil entender o mecanismo e os sinais que distinguem uma reação esperada de uma emergência. Abaixo apresentamos explicações claras e ações práticas para familiares e cuidadores.

taquicardia após uso de LSD

Por que o LSD pode acelerar o coração

O LSD age como agonista parcial nos receptores serotoninérgicos 5‑HT2A. Essa estimulação altera circuitos cerebrais e eleva a liberação de neurotransmissores. A ativação adrenérgica aumenta a noradrenalina circulante.

O efeito no sistema nervoso autônomo aparece como aumento da frequência cardíaca, sudorese, midríase e tremores. A resposta simpática explica por que a pressão arterial pode subir junto com a taquicardia.

Fatores que elevam risco incluem dose alta, impurezas na substância, interação com inibidores da monoamina oxidase e antidepressivos SSRI/SNRI, uso concomitante de estimulantes, histórico de hipertensão, arritmias ou doença coronariana, e desidratação.

Como reconhecer sinais de risco além da taquicardia

Nem toda taquicardia exige intervenção médica urgente. Uma resposta transitória, sem outros sintomas, tende a ser reativa. Devemos ficar atentos a sinais de alarme que indicam complicação.

  • Dor torácica intensa ou pressão no peito
  • Falta severa de ar ou respiração dificultada
  • Desmaio ou quase desmaio
  • Sudorese profusa, palidez ou tontura intensa
  • Confusão mental, comportamento agitado que não cede
  • Convulsões ou rigidez muscular acentuada
  • Febre alta e hipertensão severa, sugestivas de síndrome serotoninérgica

Contexto clínico agrava risco: cardiopatia prévia, consumo de cocaína ou anfetaminas, e uso recente de medicamentos serotoninérgicos. Recomendamos monitorar frequência cardíaca, pressão arterial, nível de consciência e respiração. Anotar horário e quantidade aproximada da ingestão ajuda na avaliação.

Medidas imediatas para reduzir a ansiedade e a frequência cardíaca

O primeiro passo é deslocar a pessoa para um ambiente seguro, com pouca luz e ruído. Reduzir estímulos sensoriais diminui a ativação simpática e a ansiedade.

Orientamos técnicas simples de respiração: inspirar pelo diafragma em 4 segundos e expirar por 6–8 segundos. A respiração lenta reduz a frequência cardíaca e melhora a sensação de controle.

Outras medidas práticas: oferta de água para hidratar, afrouxar roupas apertadas e posicionar a pessoa sentada ou semi‑deitada confortável. Compressas mornas no pescoço e ombros podem relaxar a musculatura e aliviar tensão.

Evitar cafeína, nicotina e outras substâncias estimulantes. Se houver piora ou persistência por mais de 30–60 minutos, procurar avaliação médica.

Medicamentos de suporte devem ser administrados somente por profissionais. Benzodiazepínicos como diazepam ou lorazepam reduzem ansiedade e taquicardia por ação sedativa. Betabloqueadores exigem avaliação cautelosa, sobretudo em pacientes com doenças respiratórias ou interação medicamentosa.

Situação Ação imediata Quando procurar serviço de saúde
Taquicardia isolada, paciente calmo Ambiente calmo, respiração guiada, hidratação Se durar >60 minutos ou houver piora
Palpitações com ansiedade intensa Respiração diafragmática, relaxamento muscular, afrouxar roupas Se não ceder com medidas não farmacológicas
Dor torácica, tontura grave ou síncope Manter via aérea, chamar emergência, monitorar sinais vitais Procurar emergência imediatamente
Febre alta, rigidez muscular, confusão Isolar estímulos, evitar medicamentos sem prescrição Suspeita de síndrome serotoninérgica: emergência imediata

Sinais que exigem atendimento médico urgente e orientação para profissionais de saúde

Nós explicamos aqui os sinais que obrigam busca imediata de atendimento e o que equipes de emergência devem priorizar. Agir rápido reduz risco de dano cardiovascular, neurológico e metabólico.

taquicardia após LSD

Quando procurar emergência

Procure atendimento se houver dor torácica sugestiva de isquemia, falta de ar intensa, síncope ou pressão arterial muito baixa. Convulsões e febre alta com rigidez muscular exigem avaliação urgente.

Alteração súbita do estado mental, como delírio ou agitação extrema, e sinais compatíveis com acidente vascular cerebral também são critérios de emergência. Pessoas com cardiopatia conhecida, hipertensão sem controle, gestantes, crianças e idosos merecem atenção imediata.

Ressaltamos que complicações tendem a surgir nas primeiras horas após a ingestão, mas agravamentos tardios podem ocorrer. Qualquer piora clínica demanda avaliação hospitalar.

O que informar ao chegar no serviço de emergência

Ao relatar o caso, descreva a substância (LSD), via de administração, dose aproximada e horário da ingestão. Informe sintomas desde o início e uso de outras drogas ou medicamentos, incluindo antidepressivos, inibidores de MAO, benzodiazepínicos e álcool.

Comunique histórico médico prévio, especialmente doenças cardíacas, respiratórias ou psiquiátricas, alergias e medicações em uso. Relatos de acompanhantes, fotos da substância e registros de sinais vitais são úteis.

Explique o contexto da ingestão: ambiente (festas, calor), privação de sono ou desidratação e qualquer tentativa de autolesão. Essas informações orientam monitorização e decisões terapêuticas.

Abordagem clínica e exames que podem ser solicitados

Na triagem inicial, priorize ABC: vias aéreas, respiração e circulação, com monitorização cardiorrespiratória contínua. Realize avaliação neurológica básica e checagem imediata da glicemia capilar.

Peça eletrocardiograma para detectar arritmias ou sinais de isquemia. Solicite hemograma, eletrólitos, creatinina e função hepática. Troponina é indicada se houver dor torácica ou ECG anômalo.

Considere gasometria arterial quando houver comprometimento respiratório. Creatina quinase ajuda a identificar rabdomiólise em casos de agitação intensa. Testes toxicológicos de rotina têm utilidade limitada para LSD; centros especializados podem realizar cromatografia ou LC‑MS.

No manejo, ofereça suporte: oxigênio e fluidos intravenosos conforme necessidade. Use benzodiazepínicos para sedação em agitação grave. Trate síndrome serotoninérgica seguindo protocolos, com suspensão de serotonérgicos e ciproheptadina quando indicada.

Arritmias devem ser tratadas conforme algoritmos de ACLS. Controle pressão arterial conforme diretrizes e envolva cardiologia quando houver suspeita de dano miocárdico. Pacientes com sinais de risco ou alterações laboratoriais requerem internação e monitorização prolongada.

Para quem apresenta resolução completa com medidas de suporte, observação por quatro a seis horas pode ser suficiente antes da alta, acompanhada de orientações. Encaminhe para avaliação psiquiátrica ou serviço de reabilitação quando houver intoxicação intencional, ideação suicida ou risco de uso problemático.

Prevenção, cuidados pós-crise e suporte psicológico

Nós orientamos prevenção com foco em redução de danos. Evitar ambientes inseguros, não misturar LSD com estimulantes ou antidepressivos e iniciar por doses baixas são medidas essenciais. Ter uma companhia sóbria e preparada, o chamado “trip sitter”, reduz riscos imediatos.

Antes de qualquer exposição, recomendamos avaliação prévia por médico quando houver histórico de doença cardíaca, hipertensão, arritmias, transtorno bipolar ou esquizofrenia. Também sugerimos preparo do ambiente: sono adequado, hidratação, alimentação leve e presença de pessoa treinada para intervir se surgir ansiedade intensa.

Após resolução aguda, orientamos monitoramento por 24–48 horas. Manter hidratação, repouso e evitar dirigir. Procurar avaliação médica se persistirem palpitações, tontura, dor torácica ou alterações do sono. Buscar suporte psicológico diante de flashbacks, ansiedade persistente ou sinais psicóticos.

Nós oferecemos abordagem integrada com suporte médico e psicológico 24 horas, por equipes multidisciplinares — médicos, psicólogos, enfermeiros e terapeutas ocupacionais. Utilizamos terapia cognitivo‑comportamental, intervenções motivacionais, grupos de apoio e, quando indicado, tratamento medicamentoso para ansiedade ou transtorno do humor.

Incentivamos a elaboração de um plano de segurança pessoal com contatos de emergência e estratégias de coping. Envolver familiares ou cuidadores no acompanhamento melhora adesão e proteção. Fornecemos materiais educativos sobre redução de danos e orientamos procura por serviços do SUS, CAPS e clínicas que realizem monitorização médica contínua quando houver comorbidades ou uso problemático.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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