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Dependência emocional em usuários de drogas

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Dependência emocional em usuários de drogas

Este artigo mostra a ligação entre a dependência emocional e o uso de drogas. Ele é importante para familiares, profissionais da saúde e quem busca tratamento.

A dependência emocional faz a pessoa precisar de outra para se sentir bem e tomar decisões. Isso se torna mais complicado quando se mistura com o uso de drogas.

Estudos mostram que problemas com drogas e problemas emocionais muitas vezes aparecem juntos. Isso pode tornar a recuperação mais difícil e aumentar o risco de voltar a usar drogas.

Nós queremos ajudar na recuperação de quem tem dependência química e emocional. Oferecemos suporte médico o tempo todo, o que é muito importante para tratar ambos os problemas.

Escrevemos para familiares, cuidadores e pessoas em tratamento. O texto é profissional, mas fácil de entender, e dá dicas práticas.

Nas próximas partes, vamos falar sobre o que é dependência emocional, como isso afeta o tratamento e a família, e como lidar com isso de forma integrada.

Entendendo a dependência emocional em usuários de drogas

A dependência emocional é quando alguém tem muito medo de ser abandonado. Essa pessoa sempre busca aprovação dos outros e tem dificuldade em decidir sozinha. Além disso, luta para colocar limites pessoais. Vamos explicar termos como apego inseguro, regulação emocional externalizada e codependência. Queremos tornar o assunto claro para famílias e profissionais.

dependência emocional em usuários de drogas

Definição de dependência emocional

A dependência emocional cria um laço onde a pessoa depende de outra para sentir equilíbrio emocional. Ela mostra submissão, quer estar sempre perto e fica ansiosa com a ideia de separação. Isso está ligado a como nos apegamos na infância, o que pode dificultar nossa independência emocional.

Como a dependência emocional se manifesta em contextos de uso de substâncias

Usando drogas, a dependência emocional pode fazer alguém se manter em relações que aumentam o consumo. Isso pode acontecer ao se aproximar de gente que usa drogas ou tentando evitar brigas através do uso.

Em reabilitação, vemos quem coloca essas relações à frente da recuperação. Algumas pessoas até recusam tratamento para não se afastar de quem consome drogas.

Fatores psicológicos e sociais que favorecem a dependência emocional

Psicologicamente, abuso ou negligência na infância, personalidades dependentes ou borderline, ansiedade, depressão e baixa autoestima são importantes. Estes podem levar a dependências.

Socialmente, famílias problemáticas, dificuldades financeiras, julgamentos da sociedade e culturas que aceitam dependência afetam também. Às vezes, a família ajuda nisso, mesmo sem querer, por ser muito permissiva ou superprotetora.

Psicólogos encontram um elo entre apegos problemáticos na infância e comportamentos arriscados. Isso pode aumentar o uso problemático de drogas.

Diferença entre dependência emocional e dependência química

Dependência emocional diz respeito aos sentimentos por outra pessoa. Dependência química envolve reações físicas e mentais sérias ao usar drogas. Estas incluem tolerância e sintomas de abstinência.

Nesses casos, os problemas muitas vezes se misturam. Relações emocionais problemáticas podem levar ao uso continuado de drogas. E o uso das drogas pode piorar a dependência emocional. É por isso que sugerimos um cuidado que olhe todas estas áreas, incluindo avaliações psiquiátricas, psicológicas e sociais.

Impactos da dependência emocional em usuários de drogas

Na prática clínica, percebemos que vínculos emocionais ruins podem complicar o tratamento de drogas. Eles aumentam os riscos ligados ao uso de substâncias. Vamos falar sobre os principais efeitos e os sinais que ajudam a direcionar as intervenções.

impactos da dependência emocional

Efeitos na adesão ao tratamento e na recuperação

Medo de abandono e controle afetivo deixam a adesão ao tratamento mais difícil. Os pacientes podem faltar, sair do tratamento cedo ou não querer mudar, por medo de prejudicar a relação.

Se o parceiro usa drogas, ou existem pressões da família e apoio social negativo, o usuário pode continuar buscando substâncias. Faltas constantes e relatos de sabotagem são sinais de que algo não vai bem.

Para ajudar, é bom ter um contrato claro de tratamento, envolver a família e ter planos de segurança. Essas ações ajudam sem incentivar o uso das substâncias.

Consequências para relações familiares e sociais

Problemas como brigas constantes, permitir demais e culpar os familiares de forma errada aparecem. Isso leva ao isolamento social e ao cansaço de quem cuida.

A família sofre muito, tanto emocional quanto financeiramente. Em alguns casos, pode até aumentar o risco de violência doméstica e afetar o cuidado com os filhos.

É muito importante promover limites saudáveis e apoio. Os familiares reagem bem a dicas práticas e ajuda financeira.

Riscos de recaída associados a vínculos emocionais disfuncionais

Relações de dependência e ambientes favoráveis ao uso são gatilhos fortes para a recaída. O contato com parceiros usuários pode reativar memórias ligadas ao uso.

A busca por drogas vem de um desejo de se sentir melhor emocionalmente. Se isso se repete, tanto a relação quanto o uso se mantêm. Fique atento a sinais como retomar contatos perigosos.

Para prevenir recaídas, é importante analisar as relações sociais e oferecer suporte emocional fora do ambiente de uso.

Impacto na saúde mental: ansiedade, depressão e autoestima

Transtornos como ansiedade e depressão são comuns e pioram com as drogas. Eles também tornam a pessoa mais suscetível ao uso.

É essencial avaliar a saúde mental do paciente. Tratamentos que juntam medicamentos, terapia e apoio da família são mais eficazes.

Oferecemos informações e programas de ajuda, como pode ver em recursos de reabilitação, para cuidar melhor de quem precisa.

Domínio afetadoSinais clínicosIntervenção inicial
Adesão ao tratamentoFaltas, abandono, resistênciaContrato terapêutico, engajamento familiar
Relações familiaresConflito, sobrecarga, isolamentoTerapia familiar, limites claros
Risco de recaídaContatos com usuários, gatilhos emocionaisPlano de prevenção, redes de apoio
Saúde mentalAnsiedade, depressão, baixa autoestimaAvaliação psiquiátrica, tratamento combinado

Estratégias terapêuticas e prevenção para Dependência emocional em usuários de drogas

Adotamos uma abordagem que junta tratamento médico, psicoterapia individual e ajuda familiar. O tratamento clínico cuida dos sintomas, trata problemas psiquiátricos e usa medicamentos se necessário. Esta combinação aumenta a segurança médica e apoia o tratamento psicossocial.

Na terapia individual, usamos técnicas como Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia de Aceitação. Elas ajudam a melhorar o controle emocional, a comunicação e a visão sobre si mesmo. Exercícios simples e práticas de atenção plena são alguns exemplos do que fazemos.

O trabalho com famílias ajuda a corrigir padrões ruins e estabelecer novos papéis de forma saudável. Usamos terapia familiar e de casal, focando em comunicação pacífica e apoio mútuo. Orientamos as famílias a colocar limites e a participar de grupos de apoio.

Centros de reabilitação fornecem um lugar seguro para lidar com a abstinência e promover a reabilitação. A transição para serviços externos é planejada com cuidado. Criamos planos contra recaídas, focando em como evitar gatilhos. Atividades como exercícios e mindfulness ajudam a fortalecer a independência emocional.

Além disso, treinamos nossa equipe para reconhecer laços emocionais problemáticos. Usamos protocolos bem definidos. Para saber mais sobre como usuários de drogas se sentem, veja este material informativo.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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