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Drogas podem causar déficit de atenção permanente?

Quando uma família percebe problemas como queda no rendimento, irritação, e desorganização, logo pensa em déficit de atenção e drogas. Essa preocupação é comum entre pessoas que relatam menor concentração no trabalho e estudos. Isso também acontece em atividades simples do dia a dia.

Drogas podem causar déficit de atenção permanente?

É crucial fazer uma distinção. Os sintomas de desatenção podem incluir esquecimento, pensar devagar e dificuldade de foco. Por outro lado, um transtorno neuropsiquiátrico, como o TDAH, requer uma avaliação clínica detalhada.

Problemas de atenção após o uso de drogas podem vir com outros sintomas. Como a mente trabalhando muito rápido, desinteresse ou falta de iniciativa. Estes podem se confundir com ansiedade, depressão e falta de sono. Então, ao falar de atenção e dependência química é necessário considerar todos os aspectos, não apenas um sintoma isolado.

A ciência mostra que certas substâncias podem afetar a cognição por meses ou mais. Isto é mais provável com uso intenso e começando cedo. Mas “permanente” não acontece sempre. Os efeitos no cérebro dependem de muitos fatores, como tipo de droga, dose, tempo de uso e saúde mental.

Defendemos uma abordagem cuidadosa: uma avaliação precisa e acompanhamento médico completo, se necessário. Isso ajuda a estabilizar a pessoa e diminuir a chance de recaídas. Neste texto, explicaremos como as drogas afetam a atenção, diferenciaremos efeitos imediatos e de longo prazo, e daremos dicas sobre sinais de alerta e recuperação.

Relação entre uso de drogas e alterações de foco, memória e atenção

Quando alguém começa a usar substâncias regularmente, mudanças sutis acontecem. Atrasos e irritabilidade são comuns, junto com falhas simples do dia a dia. Isso deve ser observado com atenção, pois pode indicar que o cérebro está sofrendo.

É fácil confundir problemas antigos com novos sinais. Entender o que é habitual do que muda com o uso de substâncias ajuda muito. Assim, podemos distinguir entre o que é permanente e o que aparece com o uso.

O que é déficit de atenção: sintomas, impacto no dia a dia e como se manifesta em adultos

Sintomas de déficit de atenção em adultos incluem ter dificuldade em manter o foco. Eles podem esquecer o que iam dizer, perder a sequência de ações ou atrasar para começar tarefas. Isso gera discussões em casa, por causa de atrasos e desorganização.

Tem gente que alterna entre se dispersar e focar muito, principalmente sob pressão. Essa oscilação afeta a saúde, o trabalho e até dirigir. Os sinais podem ser de TDAH ou efeitos secundários a outras coisas.

dificuldades de concentração e memória

Como substâncias psicoativas afetam neurotransmissores ligados à atenção (dopamina, noradrenalina e serotonina)

A atenção depende de nossa química cerebral, envolvendo motivação e controle. Usar drogas afeta isso, desregulando prazer e foco. Dopamina, por exemplo, se desequilibra, afetando o autocontrole após o uso.

A noradrenalina está ligada ao alerta. Algumas drogas aumentam o alerta a níveis de ansiedade; outras causam lentidão e sono. Já a serotonina impacta no sono e humor, afetando a cognição indiretamente.

Efeitos agudos vs. efeitos de longo prazo: quando a dificuldade de concentração tende a aparecer

Efeitos imediatos e de longo prazo das drogas variam. No começo e depois, podem causar distração e irritabilidade. A ressaca complica as coisas, trazendo lentidão e cansaço.

Com o uso contínuo, o sistema de recompensa cerebral muda. Atenção falha mais, e tarefas longas se tornam um desafio. No início da abstinência, parece que tudo piora, pois o cérebro se ajusta.

MomentoO que costuma aparecerComo a família geralmente percebe
Durante o usoImpulsividade, atenção instável, decisões rápida e pouco pensadaPromessas sem cumprimento, conflitos e mudanças de humor
Ressaca e “rebote”Cansaço mental, irritação, lapsos e dificuldades de concentração e memóriaEsquecimentos, atrasos, tolerância baixa a frustrações, desorganização
Uso repetido e dependênciaQueda de funções executivas, distração sob estresse, controle pior de impulsosQueda no desempenho, mais erros, isolamento, perda de rotina

Fatores que modulam o risco: dose, frequência, idade de início, poliuso e vulnerabilidade individual

A resposta ao uso varia muito. A quantidade e a frequência de uso, assim como começar jovem, têm impactos grandes. Começar na adolescência, quando o cérebro ainda se desenvolve, é especialmente arriscado.

Misturar drogas e prejuízos no funcionamento do cérebro estão entre os problemas. Estresse crônico, traumas e histórico familiar também influenciam. Esse risco individual não é fraqueza, mas questões biológicas e ambientais que precisam de atenção cuidadosa.

Drogas podem causar déficit de atenção permanente?

Quando famílias perguntam sobre déficit de atenção por drogas, nós evitamos dizer sim ou não de imediato. O que vemos são sintomas variados, com fases boas e ruins. As sequelas no pensamento dependem do quanto a pessoa usou, de como dorme, do estresse e de outras condições de saúde.

Para nós, é importante diferenciar o que é “difícil” do que é “impossível”. Em muitos casos, o cérebro consegue se reorganizar. Então, falamos da capacidade do cérebro de mudar e se recuperar, e de como um plano de tratamento bem feito é chave.

déficit de atenção permanente por drogas

O que a ciência sugere sobre “permanente”: neuroplasticidade, reversibilidade e tempo de recuperação

Quando se fala em “permanente”, muitos pensam em algo que não muda. Preferimos dizer “persistente”, significando que pode melhorar com cuidado contínuo. O cérebro pode aprender e desaprender comportamentos.

A recuperação do cérebro geralmente não é rápida ou uniforme. Atenção pode melhorar rápido, mas memória e organização levam mais tempo, especialmente após uso intenso. Dormir bem, comer certo, exercitar-se, terapia e atividades que ajudam o cérebro são fundamentais.

Substâncias mais associadas a problemas de atenção: maconha, cocaína/crack, anfetaminas, álcool e benzodiazepínicos

Cada droga tem reclamações comuns, mas o contexto influencia muito: a dose, a frequência, mistura de drogas e falta de sono. Por exemplo, o uso de maconha pode causar “névoa mental”, dificultando o foco, principalmente com uso frequente e THC alto.

Com cocaína, os problemas estão mais na impulsividade e na dificuldade em planejar. A compulsão e ansiedade, além de noites mal dormidas, podem piorar os erros, mesmo nas tarefas mais simples.

No caso do álcool, além do efeito imediato, beber muito pode prejudicar a memória e concentração no dia seguinte. Álcool também pode piorar o sono e o humor, aumentando a confusão mental.

Quem usa benzodiazepínicos pode perceber sonolência e perda de memória, especialmente se usar direto. Parar de usar de repente pode aumentar a ansiedade e a insônia temporariamente, afetando o foco.

SubstânciaQueixas mais comuns no dia a diaFatores que costumam piorar
MaconhaDistração, lentidão para acompanhar conversas, dificuldade de manter atençãoUso diário, alto THC, pouca rotina de sono, poliuso
Cocaína/crackImpulsividade, falhas de planejamento, alternância entre agitação e “queda”Privação de sono, binge, estresse, recaídas frequentes
Anfetaminas (uso não médico)Hiperfoco artificial e rebote com irritabilidade, ansiedade e desatençãoInsônia, jejum prolongado, aumento de dose, mistura com álcool
ÁlcoolEsquecimentos, lapsos de atenção, queda de rendimento no trabalho e estudosUso pesado, ressaca, depressão, apneia do sono
BenzodiazepínicosSonolência, confusão leve, memória recente fraca, atenção oscilanteUso contínuo, automedicação, retirada abrupta, outras drogas sedativas

Uso na adolescência e desenvolvimento cerebral: por que o risco pode ser maior

Na adolescência, o risco de drogas é maior. O cérebro ainda está crescendo, especialmente a parte que controla impulsos e decisões. Usar drogas repetidamente pode atrapalhar estudos, sono e emoções.

É bom ficar de olho em notas caindo, irritabilidade, isolamento, mudança brusca de amigos e dormir em horários estranhos. Esses sinais podem ser um alerta para a hora de buscar ajuda.

Comorbidades e confundidores: TDAH prévio, ansiedade, depressão, privação de sono e estresse

Não é todo esquecimento após usar drogas que indica dano. TDAH e vício podem coexistir, revelando problemas velhos em meio ao caos. Ansiedade e depressão também cansam e confundem, parecendo falta de atenção.

Faltar sono e viver estressado confundem ainda mais. Eles prejudicam a atenção, o pensar rápido e a memória de trabalho, e podem deixar a pessoa distraída mesmo usando menos drogas. Por isso, olhamos tudo: histórico, exames, e acompanhamos de perto para evitar julgamentos rápidos e criar um plano realista para melhorar.

Sinais de alerta, diagnóstico e caminhos de tratamento para recuperar a atenção

Quando alguém usa substâncias demais, certos sinais de dependência química pedem atenção rápida. Isso inclui piora na capacidade de se concentrar e lembrar das coisas. Também se nota queda nas atividades do dia a dia, como trabalho e estudos. Além disso, problemas como dormir mal, comer de forma desorganizada e esquecer compromissos são comuns.

Outros sintomas são irritabilidade, falta de vontade, ansiedade forte e mudanças bruscas de humor. Isso pode levar ao isolamento das pessoas, conflitos em casa e agir por impulso, até ao dirigir.

Para identificar o déficit de atenção corretamente, é fundamental seguir um processo adequado, evitando autodiagnóstico. Primeiro, fazemos uma coleta detalhada de informações sobre o uso das substâncias. Isso ajuda a entender o padrão, a idade em que começou, os períodos sem uso e as recaídas. Depois, avaliamos possíveis problemas de saúde que podem afetar o pensamento, como transtornos do sono e efeitos de medicamentos. Quando necessário, testes neuropsicológicos são feitos para analisar a atenção, memória e outras funções cognitivas, focando sempre nas repercussões na vida cotidiana.

No tratamento da dependência química, as etapas são bem definidas. Podemos começar com a desintoxicação sob cuidados médicos constantes. Isso é especialmente importante em casos com risco alto, como na retirada do álcool e de benzodiazepínicos. Em seguida, a psicoterapia ajuda a melhorar o foco. Métodos científicos são usados, como a Terapia Cognitivo-Comportamental, para diminuir gatilhos, aumentar o autocontrole e organizar a vida cotidiana.

Além disso, usamos técnicas de reabilitação cognitiva. Isso inclui planejamento semanal, dividir tarefas, treinos para manter a atenção e estratégias para lidar com distrações. Dormir bem, fazer exercícios e comer de forma saudável também são essenciais, pois melhoram a saúde do cérebro e o desempenho mental. Para continuar melhorando, evitar recaídas é importante. Isso envolve ter um plano de ação para crises, acompanhamento médico frequente e suporte da família. Assim, a comunicação fica mais fácil e os limites mais claros. Quando enfrentamos problemas, não devemos esperar que tudo piore.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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