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Drogas podem causar infarto em jovens?

Sim, drogas podem levar ao infarto em jovens. Isso ocorre até mesmo em quem não tem problemas de coração. Pode acontecer logo na primeira vez ou depois de usar por um tempo.

No Brasil, muitos casos estão ligados a festas e baladas. Esse hábito aumenta os riscos para o coração dos jovens. Também faz com que muitos procurem a emergência, assustando as famílias.

O infarto acontece quando o sangue não chega direito ao coração. Sem oxigênio, parte do coração pode morrer. Por isso, dizemos que “tempo é músculo” e cada segundo é importante.

Drogas podem causar infarto em jovens?

Falar de drogas e coração traz medo e culpa. Mas preferimos focar em informação e apoio. Entender os riscos é proteger-se, não é julgar.

Vamos explicar como algumas drogas, como a cocaína, aumentam o risco de infarto em jovens. Também falaremos sobre os perigos de misturar substâncias e os sinais de infarto que exigem ajuda imediata.

Este texto quer informar, não substitui o conselho de um médico. Se suspeitar de um infarto, vá à emergência. Em caso de dependência, buscar reabilitação com apoio médico pode salvar vidas.

Drogas podem causar infarto em jovens?

Sim. Drogas podem levar a um infarto em jovens. Isso se deve a efeitos muito intensos no coração e nas artérias. Isso acontece principalmente com substâncias estimulantes. Mas não ficam limitados a elas. Mesmo que não existam bloqueios grandes nas artérias, o coração pode sofrer.Isso ocorre devido ao estreitamento repentino das veias do coração, alterações na coagulação do sangue e excesso de trabalho do músculo cardíaco.

infarto em jovens por drogas

Nós observamos geralmente dois caminhos principais. O primeiro é o infarto causado por uma obstrução. Isso acontece quando um coágulo impede o sangue de chegar a uma parte do coração. O segundo é a isquemia, que acontece por vasoespasmo e aumento da demanda do coração. Quando isso ocorre, uma artéria se contrai de repente e o coração é forçado a trabalhar muito mais. Isso pode levar a danos graves, incluindo infarto.

Esses fatos mostram que os jovens não estão seguros. Uma arritmia pode acontecer de forma repentina e séria. Isso pode ocorrer em pessoas sem histórico de problemas cardíacos. A pressão arterial pode subir rapidamente por causa das drogas. Isso aumenta o risco de ruptura em vasos sanguíneos, falta de oxigênio no músculo do coração e dor intensa.

Em situações de emergência, alguns casos são bem típicos. Por exemplo, a cocaína pode causar infarto minutos após seu uso. Isso acontece por causa do vasoespasmo, aceleração do coração e mais chances de formar coágulos. O crack tem um efeito similar, afetando muito a frequência cardíaca e a oxigenação do corpo.

O ecstasy também é uma preocupação. O MDMA pode alterar a temperatura do corpo, a hidratação e os níveis de eletrólitos. Isso, além de aumentar a adrenalina. Em festas, dormir pouco, se desidratar, consumir energéticos e dançar por horas aumenta o estresse no coração. Isso faz com que o risco seja imprevisível.

Muitos jovens sentem dor no peito e outros sinais após usar drogas. Esses sinais podem incluir falta de ar, suor frio, náusea, tontura ou palpitações. Muitos minimizam esses sintomas. Alguns têm vergonha de falar que usaram drogas ou confundem os sintomas com ansiedade. Para profissionais de saúde, qualquer suspeita deve ser vista como uma emergência. É crucial avaliar a situação prontamente e informar a equipe médica corretamente.

Cenário clínicoO que acontece no corpoComo pode se apresentarPor que pode ser subestimado
Infarto por obstrução/tromboseFormação de coágulo e interrupção do fluxo na artéria coronária, com falta de oxigênio no músculoDor forte no peito, aperto que pode irradiar, suor frio, mal-estar, falta de arIdade jovem leva à falsa ideia de “não é coração”, e a pessoa pode omitir o uso
Isquemia por vasoespasmo e demanda aumentadaEspasmo coronariano + aumento da frequência e da pressão, elevando o consumo de oxigênioDor ou queimação no peito, palpitações, ansiedade intensa, sensação de desmaioPode parecer “crise de pânico” e melhorar e piorar em ondas
Arritmias e picos hipertensivosDescarga de adrenalina, alteração elétrica do coração e elevação súbita da pressão arterialCoração disparado, batimentos irregulares, tontura, desmaio, dor no peitoSintomas podem ser atribuídos a estresse, energético, falta de sono ou “ressaca”

Entender que esses eventos podem realmente acontecer ajuda a perceber os sinais mais cedo. No próximo texto, vamos falar mais sobre os mecanismos corporais envolvidos e as substâncias que mais causam esses problemas.

Como substâncias ilícitas aumentam o risco de infarto em jovens no Brasil

O infarto em jovens não é só sobre colesterol ou idade. Estimulantes e como eles são usados também importam muito. Entender o efeito dessas substâncias no corpo ajuda a prevenir infartos, até em quem parece saudável.

Estimulantes como crack causam efeitos rápidos e fortes. Eles podem causar vasoespasmo, picos de pressão e aumentar o risco de arritmias. Fiestas com muito esforço físico e calor pioram a situação, elevando o risco de problemas como hipertermia.

vasoespasmo coronariano

Mecanismos no corpo: vasoespasmo, trombose, arritmias e aumento da pressão arterial

O vasoespasmo coronariano faz as artérias do coração se contraírem. Isso dificulta a passagem do sangue, causando dor e falta de ar. Drogas também podem fazer a pressão subir muito rápido, forçando o coração.

Drogas aumentam o risco de trombose, formando coágulos facilmente. Cocaína pode causar arritmias, acelerando o coração e até levando a desmaios. Taquicardia e pressão alta reduzem o oxigênio disponível, aumentando o risco de isquemia.

Principais drogas associadas ao infarto: cocaína, crack, anfetaminas e MDMA (ecstasy)

Cocaína, crack, anfetamina e ecstasy aumentam frequência e pressão cardíacas. Isso pode causar ansiedade, sudorese e sensação de coração acelerado.

Efeitos rápidos e intensos de algumas formas de consumo aumentam o risco cardiovascular. Inalação e fumo podem gerar picos abruptos. MDMA (ecstasy) pode levar a hipertermia, desidratação e arritmias devido ao esforço prolongado.

Poliuso e mistura com álcool, energéticos e medicamentos

Misturar álcool e energéticos é comum e perigoso. Isso pode esconder os sintomas de intoxicação e levar a consumo excessivo. A mistura também aumenta a desidratação e o estresse cardíaco, piorando os sintomas.

O uso junto de medicamentos certos aumenta o risco. Isso sem orientação pode elevar pressão e frequência cardíacas. Para a equipe de saúde, conhecer todas as substâncias usadas é fundamental para a ação emergencial.

Fatores que elevam ainda mais o risco: dose, via de uso, qualidade/adulterantes e comorbidades

O modo como as substâncias são consumidas é crucial. Uso intensivo em pouco tempo e aumentar a dose são práticas arriscadas. A forma e a rapidez com que os efeitos aparecem também são importantes. Elas dão pouco tempo para o corpo reagir.

Adulterantes nas drogas são outro problema. Sem controle de pureza, substâncias imprevisíveis podem estar presentes. Comorbidades como hipertensão e obesidade também aumentam os riscos. Elas podem atrasar a procura por ajuda.

Fator observadoO que acontece no corpoSinais que podem aparecerPor que isso aumenta o risco
Vasoespasmo coronarianoContração das artérias do coração e queda do fluxo sanguíneoDor no peito, aperto, falta de ar, suor frioMenos oxigênio chega ao miocárdio, facilitando isquemia
Trombose e drogasMaior tendência a agregação plaquetária e formação de coágulosDor persistente no peito, mal-estar, náuseaObstrução pode ser rápida e grave mesmo em artérias sem placas
Arritmia por cocaínaDesorganização do ritmo, com taquicardia e arritmias ventricularesPalpitações, tontura, desmaioPode evoluir para instabilidade e parada cardíaca súbita
Crise hipertensiva por drogasPicos de pressão e aumento importante de frequênciaCefaleia intensa, visão turva, dor no peitoEleva a demanda de oxigênio do coração e sobrecarrega o sistema vascular
Poliuso álcool energéticoEstimulação + desidratação, com percepção reduzida de intoxicaçãoAgitação, boca seca, cansaço extremo, palpitaçõesFavorece consumo maior e prolonga o estresse cardiovascular
Adulterantes em drogasExposição a compostos desconhecidos com efeitos própriosReações imprevisíveis, tremores, piora súbita dos sintomasO risco varia lote a lote e dificulta prever dose e resposta

Sinais de alerta, diagnóstico e o que fazer ao suspeitar de infarto em jovens

Os jovens também podem ter infarto, e os sinais não devem ser ignorados. Dor no peito e falta de ar são sintomas comuns. Também fique atento a suor frio, náuseas ou vômitos, e palidez.

A dor pode se espalhar para o braço, costas ou mandíbula. Outros sinais incluem palpitações, tontura e até sensação de desmaio. Além disso, em alguns momentos, pode haver confusão ou uma intensa agitação.

Se suspeitar de um infarto, não perca tempo: ligue para o 192 SAMU ou vá ao pronto-socorro. Garanta que a pessoa fique em repouso, num lugar arejado, e não faça esforços. Evite dar álcool ou energéticos.

No hospital, o diagnóstico inicia com um ECG e exame de troponina. Isso ajuda a ver se há problemas no coração. Os médicos verificarão os sinais vitais e podem pedir mais testes.

Depois de cuidar da emergência, é crucial continuar atento à saúde. Isso inclui verificar o bem-estar mental e evitar substâncias que prejudiquem o coração. Um acompanhamento de 24 horas para dependência química ajuda a prevenir futuros problemas.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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