Solicitar Atendimento

CLIQUE AQUI

O que acontece no corpo durante a abstinência de drogas?

O que acontece no corpo durante a abstinência de drogas?

Nós vamos explicar, de forma direta e acolhedora, por que compreender a abstinência de drogas é essencial para a segurança e o sucesso no tratamento. A abstinência de drogas reúne reações físicas, emocionais e comportamentais que surgem quando alguém reduz ou interrompe o uso de uma substância da qual o corpo se tornou dependente.

A dependência envolve adaptações neurobiológicas. Receptores e vias de recompensa se ajustam à presença da droga. Quando a substância é retirada, há um desajuste temporário nos sistemas neurotransmissores e nas respostas fisiológicas. Esse processo gera a síndrome de abstinência e os sintomas de abstinência associados.

A gravidade varia conforme a substância — álcool, benzodiazepínicos, opiáceos ou estimulantes — além da dose, tempo de uso e comorbidades médicas ou psiquiátricas. Os efeitos físicos da abstinência podem ir de tremores e náuseas até complicações que exigem intervenção médica imediata.

Orientamos familiares e pessoas em tratamento a buscar avaliação médica antes de interromper qualquer substância. Nós oferecemos suporte médico integral 24 horas, com protocolos de desintoxicação seguros e multidisciplinares, para favorecer a recuperação dependência química.

Este artigo prepara o leitor para entender as mudanças neuroquímicas, os sintomas físicos e psicológicos, os riscos clínicos e as estratégias de recuperação e prevenção de recaída.

O que acontece no corpo durante a abstinência de drogas?

Nós explicamos como o organismo reage quando o uso de substâncias é interrompido. A combinação de alterações neuroquímicas e respostas fisiológicas produz um quadro complexo. Compreender essa dinâmica ajuda familiares e profissionais a planejar suporte seguro e eficaz.

neuroquímica da abstinência

Mudanças neuroquímicas e desequilíbrios

As drogas alteram sistemas como dopamina, serotonina, GABA, glutamato e noradrenalina. O uso prolongado leva a adaptação dos receptores, com regulação para baixo ou dessensibilização. Essa alteração da neuroquímica da abstinência explica muitos sinais clínicos.

A relação entre dopamina e abstinência é central em estimulantes e em comportamento compulsivo. Com a queda na sinalização dopaminérgica surgem anedonia e craving. Em opióides, a redução da sinalização endógena causa dor aumentada. Benzodiazepínicos deprimem GABA e elevam o risco de hiperexcitabilidade ao cessar.

A plasticidade neural permite recuperação, mas o processo leva semanas a meses. A neuroadaptação prolongada é uma das bases da vulnerabilidade à recaída, exigindo acompanhamento contínuo.

Sintomas físicos mais comuns

Os sintomas físicos abstinência variam por substância. Sintomas frequentes incluem tremores, sudorese, náuseas, vômitos, dores musculares e insônia.

Algumas substâncias apresentam riscos agudos. Álcool e benzodiazepínicos podem provocar convulsões e delirium tremens, que exigem atenção hospitalar. Opiáceos costumam gerar diarreia, lacrimejamento, midríase e quadro gripal intenso.

Estimulantes levam a fadiga profunda e alterações cardiometabólicas, como taquicardia e hipertensão. A avaliação médica define intervenções para controlar sintomas físicos abstinência e reduzir riscos.

Efeitos psicológicos e comportamentais

A interrupção do uso desencadeia ansiedade intensa, irritabilidade, agitação e depressão. A perda de prazer, ou anedonia, é comum. Esses quadros elevam a chance de comportamentos impulsivos e pensamentos suicidas.

Craving reaparece com frequência, acionado por lembranças ou estímulos ambientais. Alterações no sono e na cognição prejudicam a tomada de decisão e o funcionamento social.

O impacto na vida familiar e profissional pode agravar sintomas. Por isso, intervenção psiquiátrica e apoio psicossocial são essenciais para reduzir isolamento e promover reinserção.

Duração e fases da abstinência

A síndrome de abstinência fases inclui uma etapa aguda e uma fase prolongada. A abstinência aguda e pós-aguda são úteis para entender evolução e tratamento.

Abstinência aguda ocorre em horas a semanas, com sintomas físicos mais intensos. A fase pós-aguda surge em semanas a meses, com persistência de sintomas psicológicos como ansiedade e instabilidade emocional.

Prazo aproximado por classe: opiáceos iniciam em 6–24 horas, pico em 48–72 horas, melhora em 7–10 dias. Álcool e benzodiazepínicos iniciam em 6–24 horas, com risco crítico entre 48–72 horas. Estimulantes podem gerar crise por dias a semanas, com depressão prolongada.

Fatores individuais alteram duração e gravidade: metabolismo, estado nutricional, comorbidades e poliuso. Avaliação personalizada orienta plano terapêutico.

Aspecto Principais substâncias Período típico Sintomas predominantes
Início Opiáceos, álcool, benzodiazepínicos 6–24 horas Náuseas, tremores, ansiedade
Pico crítico Álcool, benzodiazepínicos, opiáceos 48–72 horas Convulsões, vômitos, dor intensa
Melhora inicial Opiáceos 7–10 dias Redução de sintomas físicos
Fase pós-aguda Estimulantes, opiáceos, álcool Semanas a meses Anedonia, ansiedade, instabilidade emocional

Sinais vitais, riscos médicos e manejo clínico

Nós descrevemos práticas clínicas essenciais para minimizar riscos durante a abstinência. O manejo clínico abstinência exige avaliação contínua, equipe treinada e protocolos claros. A desintoxicação médica segura depende de monitoramento preciso e intervenções oportunas.

monitoramento sinais vitais

Monitoramento e sinais que exigem atenção imediata

O monitoramento sinais vitais deve ser contínuo em unidades de desintoxicação. Devem ser observados frequência cardíaca, pressão arterial, temperatura, saturação e estado neurológico. Alterações rápidas indicam necessidade de ação imediata.

Convulsões, delírium, alucinações persecutórias e desorientação severa são sinais de alto risco. Taquicardia extrema, hipotensão persistente, arritmias e insuficiência respiratória também exigem intervenção rápida. Avaliação laboratorial é mandatória.

Solicitamos eletrólitos, função hepática e renal, glicemia e hemograma para detectar complicações e orientar correções. Esses exames reduzem eventos adversos e orientam decisões de tratamento farmacológico.

Intervenções médicas e farmacológicas

O tratamento farmacológico abstinência deve ser individualizado e prescrito por equipe especializada. Em dependência de opióides, terapia de substituição com metadona ou buprenorfina reduz sintomas agudos e mortalidade.

Na abstinência alcoólica e por benzodiazepínicos, benzodiazepínicos controlados previnem convulsões e delirium tremens. Clonidina ou lofexidina aliviam sintomas adrenérgicos em retirada de opióides.

Medicamentos adjuvantes podem incluir antieméticos, analgésicos e hipnóticos de curta duração quando indicados. Antidepressivos e estabilizadores de humor tratam sintomas psiquiátricos persistentes. Ajustes consideram comorbidades e interações medicamentosas.

Apoio nutricional e cuidados físicos

O suporte nutricional na abstinência é parte do plano terapêutico. Reidratação e correção de eletrólitos são medidas iniciais. Fornecemos proteína, vitaminas do complexo B e vitamina C, com reposição de tiamina em dependência alcoólica.

Intervenções de enfermagem incluem higiene, controle do sono e exercícios leves. Fisioterapia é indicada quando há atrofia ou fraqueza significativa. Manejo da dor melhora adesão ao plano e conforto do paciente.

Ambiente seguro e supervisão 24 horas reduzem risco de complicações. Redução de estímulos estressores e suporte emocional contínuo aumentam adesão ao tratamento e eficácia do manejo clínico abstinência.

Área Ações principais Objetivo
Monitoramento Monitoramento sinais vitais contínuo; exames laboratoriais (eletrólitos, função hepática, renal, glicemia, hemograma) Detectar alterações precoces; prevenir emergências
Intervenção farmacológica Terapia de substituição (metadona, buprenorfina); benzodiazepínicos; clonidina/lofexidina; adjuvantes conforme sintomas Reduzir sintomas agudos; prevenir convulsões e complicações psiquiátricas
Nutrição e suporte físico Reidratação; correção de eletrólitos; suporte nutricional; reposição de tiamina; fisioterapia Restabelecer função física; prevenir encefalopatia; melhorar recuperação
Ambiente e cuidados Supervisão 24 horas; higiene; controle do sono; redução de estímulos; apoio emocional Diminuir risco de recaída; aumentar segurança e adesão

Recuperação a longo prazo, suporte psicológico e estratégias de prevenção de recaída

Nós entendemos que a abstinência inicial é apenas o primeiro passo. A recuperação dependência química exige restauração neurobiológica, reintegração social e reestruturação comportamental ao longo do tempo. Por isso, adotamos uma abordagem multidisciplinar que integra psiquiatria, psicologia, enfermagem, nutrição, fisioterapia e assistência social.

O suporte psicológico abstinência é central no plano terapêutico. Aplicamos terapia cognitivo-comportamental para manejo de gatilhos e reestruturação de pensamentos, terapia motivacional para manter adesão e intervenções familiares e de grupo para reconstruir redes de apoio. Complementamos com grupos como Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos quando apropriado.

Para prevenção de recaída, trabalhamos com identificação de gatilhos, planos de enfrentamento, treino de habilidades sociais e consultas de follow-up regulares. Quando indicado, utilizamos farmacoterapia de manutenção — por exemplo, naltrexona ou agonistas parciais de opioides — para reduzir risco de retorno ao uso.

Nosso compromisso inclui reabilitação 24 horas e criação de um plano de seguimento individualizado com metas claras e indicadores de progresso. Tratamos comorbidades psiquiátricas simultaneamente e envolvemos a família no processo. Com cuidado contínuo e terapia de longo prazo dependência bem direcionada, a maioria das pessoas recupera funcionalidade e qualidade de vida. Nós permanecemos disponíveis para orientar, monitorar e intervir sempre que necessário.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
Nossa Equipe

+ Médicos 24 horas

+ 3 Psicólogos diários

+ Assistente social diário

+ Professor de educação física diário

+ Palestrantes externos

+ 4 terapeutas em dependência química

+ Coordenador geral, coordenadores de pátio, monitores de atividade segurança

+ Administrativo e Jurídico

+ Lavandeira, cozinha e nutricionista

+ Profissionais à parte na clínica: dentista, fisioterapeuta e massoterapeuta

+ Equipe Jurídica

Artigos Recentes
Inscreva-se e receba atualizações
Com nossa estrutura somos capazes de reabilitar. 🎈

Não espere mais e entre em contato conosco.

Nossa  equipe está pronta para lhe atender