Solicitar Atendimento

CLIQUE AQUI

O que acontece quando o uso abusivo não é tratado?

O que acontece quando o uso abusivo não é tratado?

Nós começamos por afirmar: reconhecer o problema é o primeiro passo para evitar danos maiores. Explicar o que acontece quando o uso abusivo não é tratado ajuda familiares e pessoas afetadas a entenderem que um padrão de consumo pode evoluir para um quadro médico e social complexo.

O uso abusivo abrange álcool, benzodiazepínicos, opiáceos, cocaína, anfetaminas e outras drogas psicoativas. Quando não há intervenção, as consequências do uso abusivo se manifestam em múltiplas frentes: saúde física, saúde mental e relações sociais.

Utilizamos critérios do CID-11 e do DSM-5 para diferenciar uso prejudicial, dependência e transtorno por uso de substância. Assim, fica mais fácil identificar sinais de dependência e direcionar o tratamento para abuso de substâncias de forma adequada.

Nosso objetivo nesta seção é fornecer um panorama claro e acessível sobre a gravidade do problema. Queremos reduzir o estigma e estimular a busca por apoio médico integral 24 horas, com orientação multidisciplinar que favoreça recuperação e reabilitação.

Nas próximas seções, abordaremos o impacto da dependência química em aspectos imediatos e crônicos, efeitos na comunidade e economia, e, finalmente, como identificar sinais e onde buscar ajuda.

O que acontece quando o uso abusivo não é tratado?

Nós observamos, na prática clínica, que o abandono do tratamento desencadeia um conjunto de problemas interligados. O uso contínuo de substâncias afeta o corpo, a mente e as relações sociais. A seguir, organizamos as principais consequências para facilitar a compreensão e orientar familiares e cuidadores.

danos a órgãos por drogas

Consequências para a saúde física

O consumo prolongado provoca danos a órgãos por drogas que variam conforme a substância e a via de administração. O álcool e drogas injetáveis podem levar à hepatotoxicidade, com risco de hepatite alcoólica e cirrose. O uso crônico eleva a chance de insuficiência hepática.

Algumas substâncias causam cardiotoxicidade, incluindo miocardiopatia e arritmias. A cocaína aumenta o risco de infarto e insuficiência cardíaca. Problemas pulmonares surgem com inalantes e tabaco, gerando complicações respiratórias por uso de substâncias como bronquite crônica e pneumonia.

Há maior incidência de doenças infecciosas quando há compartilhamento de agulhas, como hepatite B, C e HIV. O tabagismo associado eleva o risco de câncer e DPOC. Uso contínuo de álcool e tabaco influencia hipertensão, diabetes e problemas gastrointestinais.

Crises agudas são comuns. Overdose por opiáceos e sedativos demanda intervenção imediata. Estimulantes causam hipertensão severa, AVC e necessidade de suporte ventilatório ou cardiovascular.

Impactos na saúde mental

O uso abusivo pode precipitar ou agravar transtornos psiquiátricos. Observamos aumento de depressão e uso de substâncias que se retroalimentam, dificultando a recuperação.

Ansiedade e dependência caminham juntas em muitos casos. Benzodiazepínicos e álcool podem mascarar sintomas, atrapalhando diagnóstico e tratamento adequados.

risco de psicose por drogas, especialmente com anfetaminas, cocaína e canabinoides sintéticos. Episódios agudos podem evoluir para quadros persistentes, com prejuízo cognitivo.

Pacientes com transtornos pré-existentes apresentam pior prognóstico quando há consumo concomitante. Isso ocasiona descompensações, crises e internações repetidas.

Consequências sociais e familiares

O uso contínuo costuma levar ao isolamento social por dependência. A priorização da substância gera afastamento de redes de apoio e aumento do estigma.

O impacto familiar do uso de drogas é profundo. Relações se rompem, confiança se perde e a dinâmica doméstica fica fragilizada. Crianças e idosos sofrem consequências indiretas.

Desemprego e dependência química frequentemente aparecem juntas. Queda de desempenho, absentismo e comportamentos de risco podem resultar em perda do emprego e endividamento.

Existe maior exposição a violência e envolvimento em atividades ilícitas para manter o consumo. Isso amplia risco legal e ameaça física, aprofundando a vulnerabilidade social.

Área afetada Exemplos clínicos Consequências práticas
Fígado Hepatotoxicidade, hepatite alcoólica, cirrose Insuficiência hepática, necessidade de transplante, tratamento crônico
Coração Cardiotoxicidade, miocardiopatia, infarto por cocaína Arritmias, insuficiência cardíaca, internações de emergência
Pulmões Complicações respiratórias por uso de substâncias, DPOC, pneumonia Suporte ventilatório, redução da capacidade funcional, maior mortalidade
Mental Depressão e uso de substâncias, ansiedade e dependência, risco de psicose por drogas Suicídio, déficits cognitivos, necessidade de tratamento psiquiátrico integrado
Social Isolamento social por dependência, impacto familiar do uso de drogas, desemprego e dependência química Perda de rede de apoio, instabilidade financeira, risco legal

Efeitos a longo prazo no indivíduo e na comunidade

Nós analisamos como o uso abusivo não tratado evolui com o tempo e afeta rotinas, vínculos e instituições. O processo gera perdas progressivas que atingem a saúde física e mental, a capacidade de trabalho e a integração social. Essas transformações comprometem a qualidade de vida dependência e aceleram o declínio funcional por abuso de substâncias, exigindo respostas coordenadas.

qualidade de vida dependência

Declínio funcional e efeitos sobre autonomia

O uso crônico prejudica habilidades básicas como higiene, alimentação e gestão financeira. Há perda de atenção, memória e coordenação motora, o que resulta em autonomia perdida por dependência e necessidade de cuidado contínuo.

Atividades laborais e acadêmicas se tornam insustentáveis. Famílias assumem papéis de cuidador sem preparação. A progressão para doenças hepáticas, cardíacas e neurológicas reduz ainda mais a qualidade de vida dependência.

Impactos econômicos e sobre o sistema de saúde

Internações por intoxicação, complicações médicas e comorbidades geram aumentos expressivos nos custos hospitalares por dependência química. Esses episódios sobrecarregam pronto atendimento e leitos, ampliando o impacto no SUS.

Além dos gastos diretos, os custos do abuso de substâncias incluem absenteísmo, perda de produtividade e aposentadorias precoces. Famílias enfrentam despesas com tratamentos privados e dívidas. O conjunto desses fatores demonstra a magnitude dos custos do abuso de substâncias para o país.

Efeitos sobre crianças e futuras gerações

Casos de uso na família elevam o risco de negligência infantil por dependência. Crianças expostas sofrem prejuízos no desenvolvimento emocional, cognitivo e físico.

Há forte evidência de impacto intergeracional do abuso de substâncias. Pobreza, trauma e escolaridade baixa tendem a se repetir, favorecendo a transmissão de vulnerabilidades sociais e perpetuando ciclos de exclusão.

Prevenção integrada e atenção continuada

Intervenções durante gestação, apoio parental e políticas que articulem saúde, assistência social e educação podem reduzir o impacto intergeracional do abuso de substâncias. Nós defendemos estratégias com foco na reabilitação, proteção infantil e fortalecimento da rede pública para mitigar o declínio funcional por abuso de substâncias e os custos hospitalares por dependência química.

Como identificar sinais e onde buscar ajuda

Nós observamos sinais físicos, comportamentais e psicológicos que indicam risco. Entre os sinais de abuso de substâncias estão mudanças no sono e no apetite, emagrecimento rápido, higiene negligenciada e olhos vermelhos ou injetados. Essas manifestações podem aparecer de forma isolada ou combinada e exigem atenção precoce.

Também é comum notar isolamento social, queda no rendimento escolar ou profissional, conflitos frequentes e mudanças comportamento por drogas, como impulsividade e atitudes de risco. Sintomas de tolerância e abstinência — necessidade de aumentar a dose e reações como náuseas, tremores e ansiedade — sinalizam dependência física. A busca compulsiva pela substância revela dependência psicológica e demanda ação imediata.

Para acolhimento e encaminhamento, contamos com serviços públicos como CAPS AD, equipes do SUS, unidades básicas de saúde e hospitais gerais, todos regulados pelo Ministério da Saúde. O SUS tratamento dependência oferece avaliação inicial, exames (hemograma, função hepática e testes para infecções) e decisões sobre internação clínica ou psiquiátrica quando houver risco. Em casos que exigem cuidado contínuo, clínicas com reabilitação 24 horas garantem suporte multidisciplinar.

Os tratamentos combinam abordagens farmacológicas e psicossociais. Indicamos tratamentos farmacológicos para dependência — como naltrexona, metadona, buprenorfina e vareniclina quando apropriado — junto à terapia cognitivo-comportamental, terapias motivacionais e grupos de apoio como Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos. Orientamos familiares a procurar linhas de apoio locais, Disque 180 para situações de violência e equipes de saúde mental. Na conversa inicial, sugerimos abordar sem julgamento, expressar preocupação e oferecer apoio prático; o acompanhamento médico e psicossocial contínuo é essencial para prevenir recaídas e retomar a reinserção social e profissional.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
Nossa Equipe

+ Médicos 24 horas

+ 3 Psicólogos diários

+ Assistente social diário

+ Professor de educação física diário

+ Palestrantes externos

+ 4 terapeutas em dependência química

+ Coordenador geral, coordenadores de pátio, monitores de atividade segurança

+ Administrativo e Jurídico

+ Lavandeira, cozinha e nutricionista

+ Profissionais à parte na clínica: dentista, fisioterapeuta e massoterapeuta

+ Equipe Jurídica

Artigos Recentes
Inscreva-se e receba atualizações
Com nossa estrutura somos capazes de reabilitar. 🎈

Não espere mais e entre em contato conosco.

Nossa  equipe está pronta para lhe atender