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O que é a síndrome pós-show?

Quando as luzes se apagam e tudo volta ao normal, muitas pessoas se sentem perdidas. A síndrome pós-show é como chamamos a dificuldade de voltar à rotina após um evento muito emocionante. Pode ser depois de um show, viagem, retiro, formatura ou festival.

O que é a síndrome pós-show?

Esse sentimento nem sempre é considerado um problema de saúde. Mas é quando nos sentimos vazios, sem energia e com humor diferente após o evento. A tristeza é maior quando expectativas altas e emoções fortes são seguidas por mudanças bruscas na rotina.

Encaramos esse impacto emocional com cuidado, sempre sem julgar. Para quem lida com ansiedade ou outros desafios, esse vazio pode ser um problema sério. A saúde mental oscila, e o bem-estar pode cair sem o devido apoio.

Vamos explicar o que é a síndrome pós-show e seus sinais importantes. Falaremos sobre como lidar com as emoções e quando procurar um profissional. Queremos ajudar a passar por essa fase e voltar bem à vida normal.

O que é a síndrome pós-show?

Síndrome pós-show acontece quando, após um evento intenso, sentimos uma ressaca emocional. A pessoa retorna ao lar e experimenta um vazio. Isso é estranho comparado à felicidade sentida antes. A mente ainda vibra com as memórias do show, mas o cotidiano exige calma e tarefas simples.

Esse contraste é a causa da tristeza pós-show. Ocorre uma diminuição de dopamina, impactando a motivação e energia. Adaptar-se novamente ao dia a dia pode ser demorado, fazendo tudo parecer sem graça.

o que é síndrome pós-show

Eventos assim combinam som alto, luzes vibrantes, multidões e um forte senso de pertencer. Quando acaba, lembranças como uma música ou foto podem trazer emoções fortes. Dormir pouco, comer mal, consumir álcool e viajar longas distâncias pode piorar esses sentimentos.

Comummente, vemos três respostas. A tristeza breve dura horas ou dias, mas não impede nossas atividades. A nostalgia nos faz sentir saudades, mas com carinho pelas memórias. Já a dor profunda interfere na vida. Pode surgir, principalmente, quando já existem problemas emocionais. Nesse caso, ajuda profissional é importante.

Experiência após o eventoDuração típicaComo a pessoa costuma se sentirImpacto no dia a diaSinais de alerta
Tristeza passageiraHoras a poucos diasQueda de energia, vontade de ficar quieto, sensibilidadeConsegue cumprir tarefas com mais esforçoPiora rápida do sono e do apetite, irritação fora do padrão
NostalgiaDias a semanas, em ondasSaudade com lembranças positivas e emoção leveFunciona bem, com momentos de “saudade boa”Ruminação constante que impede foco e descanso
Sofrimento persistenteMais de duas semanas ou recorrenteVazio prolongado, desânimo, apatia, choro frequenteQueda no desempenho, abandono de cuidados básicosIsolamento, desesperança, uso de substâncias para “anestesiar”

Não são só fãs que sentem isso. Artistas e suas equipes também enfrentam uma mudança brusca. Eles sentem muita adrenalina e depois, um grande cansaço. No final de uma turnê, essa mudança de ritmo pode afetar o humor.

Pessoas mais sensíveis a mudanças, com estresse, ansiedade, depressão ou tendências compulsivas, são mais afetadas. O uso de álcool e drogas pode complicar o período pós-evento. Planejando o retorno ao lar com cuidado e apoio, minimizamos os riscos e tornamos a adaptação mais suave.

Sintomas da síndrome pós-show e impactos na saúde mental

Depois de um evento especial, muitos sentem uma baixa de energia. Os sintomas da síndrome pós-show variam, tendo dias bons e ruins. É importante observar quão fortes e longos eles são.

sintomas da síndrome pós-show

Sinais emocionais: vazio, irritabilidade, apatia, melancolia e choro fácil

Sentir-se vazio pode significar sentir falta de propósito, mesmo quando tudo está normal. Irritabilidade pode acontecer em momentos simples, até em coisas pequenas. Apatia também pode ser um problema, deixando tudo sem graça por um tempo.

Muitos sentem uma tristeza profunda e choram facilmente. Às vezes, sentem culpa por não aproveitar a vida ou por gastar muito em viagens.

Sinais físicos: cansaço, alterações no sono, queda de energia e falta de apetite

O cansaço pode ser intenso, deixando o corpo dolorido e a energia baixa. Isso pode vir de não se cuidar bem durante eventos. Alterações no sono são comuns, como dificuldades para dormir ou acordar cansado. A falta de apetite ou comer demais também são sinais a notar.

Sintomas cognitivos e comportamentais: ruminação, comparação, isolamento e perda de foco

Um problema comum é ficar pensando muito no evento passado. Comparar a vida com os outros online pode deixar tudo cinza. Isso pode levar a evitar pessoas e perder a motivação.

Alguns começam a procrastinar e fazer menos do que devem. Se já tende a compulsões, esse momento pode piorar as coisas. Isso é um alerta.

Quando pode indicar ansiedade ou depressão e merece atenção profissional

Nem sempre, mas às vezes, esses sentimentos podem indicar problemas maiores, como ansiedade ou depressão. Isso inclui se sentir tenso sempre, ter crises de pânico ou se isolar demais.

Se os sintomas duram mais que alguns dias e atrapalham a vida cotidiana, é hora de procurar um psicólogo. Se a situação for séria, como pensar em se machucar, é urgente buscar ajuda no SAMU (192) ou CVV (188). Uma avaliação médica pode ser necessária para um tratamento adequado.

DomínioComo costuma aparecerImpacto mais comumAlerta para buscar ajuda
Emocionalvazio emocional, irritabilidade, apatia, melancolia, choro fácilQueda de motivação e aumento de conflitos no dia a diaHumor rebaixado persistente, culpa intensa, sofrimento que não reduz com a rotina
FísicoCansaço, dor muscular, cefaleia, insônia após evento, apetite oscilanteBaixa energia, piora do desempenho e maior sensibilidade ao estresseInsônia por vários dias, exaustão que impede autocuidado, sintomas físicos sem pausa
Cognitivoruminação, pensamentos acelerados, lembranças intrusivas, comparação constanteDificuldade de concentração e sensação de “mente presa” no eventoCrises de ansiedade, sensação de perda de controle, queda relevante no foco
Comportamentalisolamento social, procrastinação, redução de atividades, busca de alívio rápidoRuptura de rotina, afastamento de suporte e risco de compulsõesUso aumentado de álcool/drogas, recaída, automutilação, necessidade de avaliação psiquiátrica

Como lidar com a síndrome pós-show: estratégias práticas para enfrentar o “vazio”

Quando o evento acaba, ainda estamos emocionados. Lidar com a síndrome pós-show significa aceitar esse pico e a queda emocional que vem depois. Não é sinal de fraqueza, mas sim como nosso corpo reage. Para enfrentar o vazio, é bom não ficar repetindo muito o evento em nossa mente. Mas podemos escolher algumas fotos para lembrar, guardar o ingresso e fazer um pequeno ritual de despedida.

Nas primeiras horas após o evento, cuidar das bases é essencial. Dormir bem ajuda a manter o humor, diminuir ansiedade e impulso: durma em horários regulares, em um quarto escuro e tranquilo. Evite telas e cafeína antes de dormir. É importante beber água e comer direito, com proteínas e fibras. Também é melhor evitar álcool, pois ele pode atrapalhar o sono e aumentar a tristeza.

Controlar as emoções pode ser simples. Podemos tentar respirar profundamente por alguns minutos, prestar atenção nos nossos sentidos e fazer pequenas pausas durante o dia. Escrever um pouco sobre como nos sentimos e o que precisamos também pode ajudar. Isso nos prepara para voltar à rotina sem pressão por alto desempenho.

Para se recuperar aos poucos, faça listas pequenas e concentre-se em uma tarefa de cada vez. Procure atividades simples que te façam feliz, como passear ao sol ou cozinhar. Para quem tem familiares por perto, o apoio deles é muito importante. Eles devem oferecer estrutura e companhia sem críticas. Se alguém tem histórico de problemas com substâncias, é crucial prevenir recaídas. Identifique o que pode te fazer mal, como insônia ou frustração, e mantenha contato com quem pode ajudar. Se a situação piorar, como voltar a usar substâncias ou ter crises, é hora de procurar ajuda profissional de imediato. Em casos de emergência, ligue para o SAMU 192. Quando necessário, o tratamento contínuo deve ser priorizado, com a ajuda de profissionais da saúde.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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