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O que é depressão respiratória por opioides?

A depressão respiratória por opioides reduz perigosamente o ritmo e a força da respiração. Pode ser causada por analgésicos prescritos ou uso indevido. Se tornar grave, pode levar à parada respiratória, exigindo atenção imediata.

Os opioides afetam o cérebro, diminuindo o comando para respirar. Isso inclui o uso de morfina, oxicodona, fentanil, metadona e tramadol. Mesmo prescritos, os opioides devem ser usados com cuidado, respeitando a dose e o tempo de uso.

O que é depressão respiratória por opioides?

Abordar este tema pode causar medo e culpa na família. No entanto, identificar rápido os sintomas de overdose mostra cuidado, não julgamento. A depressão respiratória pode levar a uma intoxicação grave e overdose rapidamente, sobretudo se misturada com álcool ou sedativos.

Vamos mostrar como os opioides afetam a respiração e os sinais urgentes de overdose. Daremos dicas sobre o que fazer em caso de suspeita de intoxicação, visando impedir uma parada respiratória. Também falaremos sobre prevenção, tratamento e o uso da naloxona, sempre com apoio médico.

O que é depressão respiratória por opioides?

A depressão respiratória por opioides significa uma perigosa diminuição da respiração. Isso pode resultar em níveis baixos de oxigênio e acúmulo de CO₂ no corpo. Se não notado a tempo, o estado da pessoa pode piorar rapidamente.

Os opioides atuam no cérebro, mexendo com o controle da respiração. Eles se conectam a certos receptores, fazendo com que o corpo não reaja bem ao CO₂. Isso leva a uma respiração mais lenta, fraca e irregular.

mecanismo de ação dos opioides

Nesses casos, a sonolência é comum, mas preocupa mais quando vem com respiração lenta e dificuldade para acordar. Esses sinais indicam problemas graves no sistema nervoso, podendo levar à inconsciência e a parar de respirar, especialmente se a pessoa estiver sozinha ou dormindo.

O risco existe mesmo sem overdose. A reação a opioides varia por pessoa e muda com o tempo. Especialmente perigoso no começo do tratamento, após mudar a dose, ou ao voltar a usar após parar, quando a tolerância ao medicamento é menor.

  • Aumento de dose, uso não prescrito ou exposição a opioides potentes, como fentanil
  • Doenças que reduzem a reserva respiratória, como apneia do sono e doenças pulmonares
  • Idade avançada e alterações no fígado ou nos rins, que podem prolongar o efeito do medicamento
  • Interações sedativas e risco com benzodiazepínicos e álcool, como diazepam, clonazepam e alprazolam
SituaçãoO que costuma acontecerO que aumenta o perigoPor que isso importa
Uso terapêutico com ajuste recenteSonolência e redução do ritmo respiratório em algumas pessoasDose-resposta opioides imprevisível no início, dor controlada demais e sono profundoPodemos não perceber a hipoventilação até surgir hipoxemia
Combinação com sedativosSedação intensa e respiração cada vez mais lentaDepressão do SNC somada ao risco com benzodiazepínicos e álcoolA chance de retenção de CO₂ cresce e o quadro pode evoluir em minutos
Retorno ao uso após abstinênciaEfeito mais forte com a mesma quantidade de antesTolerância reduzida e consumo rápidoO organismo perde a capacidade de compensar o efeito nos receptores opioides mu
Condições respiratórias préviasFadiga, ronco, pausas respiratórias e piora do sonoApneia do sono e doença pulmonar limitam a ventilaçãoPequenas mudanças no mecanismo de ação dos opioides podem causar hipoxemia mais cedo

É fundamental agir rápido. Quanto antes a família perceber a respiração lenta e a consciência baixa, maiores as chances de reverter o quadro sem sequelas. Acompanhamento médico e verificar as interações medicamentosas são essenciais para segurança, seja em uso terapêutico ou em casos de intoxicação.

Sinais e sintomas de depressão respiratória induzida por opioides

Se suspeitarmos de sedação por opioides, devemos prestar atenção à respiração e à consciência juntas. Mudanças rápidas podem ser um sinal de overdose de opioides. É crucial fazer verificações simples, seguras e contínuas, e não apenas esperar melhorar se houver sinais de piora.

respiração lenta

Como reconhecer a respiração lenta, superficial e irregular

Primeiro, observamos o padrão de respiração. Uma respiração lenta pode ser identificada como bradipneia, que mostra menos movimento do tórax e pausas longas entre as respirações. Respirar superficialmente significa inalar fraco, como se o ar não enchesse os pulmões completamente.

Depois, olhamos para a irregularidade da respiração. Isto inclui pausas no ritmo e variação no espaço entre inspirações. Nos piores casos, pode haver paradas na respiração, ainda que breves. Sons como ronco ou gargarejo podem indicar que as vias aéreas estão parcialmente bloqueadas em pessoas muito sedadas.

Esses sinais de hipoventilação mostram que o ar não está sendo trocado direito e o oxigênio pode cair. Lembramos que, se a respiração estiver comprometida, a situação pode piorar rapidamente. Isso exige uma avaliação urgente.

Sinais de alerta no sistema nervoso: sonolência extrema e rebaixamento do nível de consciência

Um dos principais alertas é a sonolência profunda. A pessoa pode ter dificuldade em manter os olhos abertos, dormir enquanto fala ou demorar a responder. Isto pode ser acompanhado por fala arrastada e dificuldade em seguir comandos simples.

Podem ocorrer confusão, desorientação e resposta lenta a estímulos físicos ou sonoros. Pupilas muito contraídas também são um sinal, apesar de não serem exclusivas a opioides. Quanto mais profunda a sedação, maior é o risco de parada respiratória e coma.

Alterações na pele e na oxigenação: cianose, lábios arroxeados e baixa saturação

Verificamos na pele sinais de hipoxemia como a cianose, que deixa mucosas e pele azuladas. Lábios arroxeados e dedos roxos indicam baixo oxigênio no sangue.

Um oxímetro pode ajudar a detectar baixa saturação. Mas é fundamental observar a respiração e a consciência. Mesmo com números “normais” no oxímetro, qualquer irregularidade respiratória é um sinal de alerta. A cianose é um sinal tardio, sinalizando alto risco.

Quando buscar atendimento imediato e o que informar à equipe de saúde

Procure atendimento imediato se observar respiração lenta, pausa respiratória, ronco ou qualquer irregularidade respiratória junto com sonolência extrema. Também é caso de urgência se houver: rebaixamento da consciência, pupilas contraídas, confusão, baixa saturação no oxímetro, lábios arroxeados ou cianose.

Se esse for o caso, contate o SAMU 192 imediatamente, sem demora. Até a chegada do socorro, mantenha vigilância constante e não deixe a pessoa sozinha. A situação pode evoluir rapidamente.

Para agilizar o atendimento, organize as informações de forma clara para o médico. Isso pode diminuir atrasos e ajudar a equipe a decidir os próximos passos com mais rapidez e segurança.

O que observarComo descrever na ligação e na triagemInformações para o médico
RespiraçãoRelatar respiração lenta, respiração superficial, irregularidade respiratória, bradipneia, pausa respiratória e ronco/gargarejo overdoseHorário do início, se piorou em minutos, e se houve hipoventilação sinais
ConsciênciaDizer se há sonolência extrema, rebaixamento do nível de consciência, confusão mental, ou se não responde a voz e toqueSe houve sedação opioide após uso recente e se parece coma por opioides
Olhos e peleInformar pupilas puntiformes, cianose, lábios arroxeados, ponta dos dedos roxa e palidezSe os sinais são novos e se estão se intensificando
OxigenaçãoSe houver oxímetro, mencionar baixa saturação e outros hipoxemia sinais percebidosValor aproximado, momento da medida e se cai ao longo do tempo
Uso de substânciasDescrever o que foi usado e quando, sem omitir combinaçõestempo de uso, dose e substâncias associadas, incluindo álcool e benzodiazepínicos

Prevenção e tratamento no Brasil: redução de riscos, naloxona e acompanhamento médico

Quando discutimos a redução de danos, falamos sobre o uso seguro de opioides. É essencial usar apenas com prescrição médica e verificar regularmente com um profissional. Aconselha-se não combinar com álcool ou sedativos, especialmente benzodiazepínicos, devido ao aumento do risco de problemas respiratórios. Também é importante não ajustar a dose sem orientação e ser cauteloso ao mudar medicações ou voltar a usar após parar.

Em relação à segurança em casa, sugerimos guardar os medicamentos longe do alcance de crianças e outras pessoas. Também é fundamental descartar adequadamente qualquer medicamento não utilizado para evitar abusos. Planejar com a família é vital: definir sinais de emergência, quem chama ajuda e como agir pode salvar vidas.

Na situação de emergência, a naloxona é o antídoto primário contra overdoses de opioides no Brasil. Ela age bloqueando os efeitos dos opioides e pode reverter a depressão respiratória. Embora possa ser necessário mais de uma dose, é crucial buscar assistência médica imediatamente por seu efeito ser temporário.

Após enfrentar uma emergência, ligamos o paciente ao tratamento para dependência de opioides. Isso pode incluir desintoxicação e, em alguns casos, internação para garantir a segurança. O tratamento contempla também a saúde mental, focando em questões como ansiedade e depressão. Com uma equipe multiprofissional e suporte contínuo, nosso objetivo é evitar recaídas e proteger a vida do paciente.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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