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O que é flashback alucinógeno (HPPD)?

HPPD é quando a pessoa vê ou sente efeitos de drogas mesmo após o uso ter parado. Isso pode incluir visões ou sensações estranhas dias ou meses depois. Muitos relatam ver coisas de modo diferente do usual.

O que é flashback alucinógeno (HPPD)?

O termo HPPD vem do inglês e significa transtorno perceptivo persistente pelo uso de alucinógenos. Está descrito em documentos médicos importantes e é um problema real. Não é invenção ou fraqueza da pessoa.

Os flashbacks podem se manifestar de várias maneiras. Por exemplo, como halos ao redor das luzes ou rastros visuais. O impacto no sono e na ansiedade da pessoa é um desafio.

Discutimos esse assunto pois impacta a recuperação e a saúde mental. Entender sobre HPPD ajuda a reduzir medo, culpa e preconceito. Durante o texto, explicaremos mais sobre como ele afeta a percepção e o risco associado.

Vamos falar sobre como identificar o HPPD, diagnosticá-lo e opções para tratá-lo no Brasil, sempre priorizando a segurança. Se tiver sinais de HPPD, ansiedade grave ou pensamentos de se machucar, é crucial buscar ajuda médica imediatamente.

Entendendo a condição: definição, contexto e como afeta a percepção

Estamos falando de uma condição onde efeitos sensoriais, principalmente visuais, continuam aparecendo mesmo sem o uso de substâncias. A HPPD é descrita no DSM-5-TR como uma situação que pode causar grande sofrimento. Ela pode atrapalhar os estudos, o trabalho e as relações sociais.

Sintomas visuais da HPPD, que se parecem com experiências de intoxicação por drogas alucinógenas, são os mais notáveis. Eles aparecem quando menos esperamos. Isso gera mais ansiedade e faz com que a pessoa fique mais atenta ao seu corpo. Esse aumento de preocupação pode intensificar o incômodo sentido.

HPPD sintomas visuais

Diferença entre “flashback” comum e HPPD (transtorno perceptivo persistente)

Flashbacks comuns são breves, vagos e passam com poucos problemas. Mas a HPPD é diferente. Ela se caracteriza por sintomas que voltam muitas vezes ou ficam continuamente, afetando o dia a dia.

Na HPPD, as pessoas geralmente conseguem perceber que algo não está normal. Porém, isso não diminui o medo, a tensão e a dificuldade de concentração que sentem.

Como a HPPD altera a percepção visual e sensorial no dia a dia

Há muitos sintomas visuais na HPPD, como halos em volta das luzes e sensibilidade a brilho. Pode-se ver também uma “neblina” visual que diminui a clareza do ambiente. Além disso, imagens podem ficar na visão após olhar para algo e pode haver mudanças na percepção de distância ou tamanho.

Essas alterações impactam atividades do dia a dia. Dirigir à noite se torna difícil por causa dos faróis e reflexos. Usar o computador ou estudar com luz forte exige pausas frequentes. O desconforto aumenta em festas com luzes piscantes ou em frente a telas muito brilhantes.

Além dos sintomas visuais, algumas pessoas sentem como se estivessem desligadas ou o mundo à volta fosse irreal. Não são todos que apresentam todos os sintomas. Mas, geralmente, a ansiedade, o pânico e problemas de sono também surgem.

HPPD tipo 1 e tipo 2: episódios transitórios vs. sintomas persistentes

É comum dividirmos a HPPD em tipo 1 e tipo 2. Essa divisão ajuda a entender melhor a doença. Ela nos mostra a diferença entre casos mais leves e mais graves e o tipo de acompanhamento necessário.

AspectoHPPD tipo 1HPPD tipo 2
Padrão dos sintomasEpisódios mais intermitentes, com períodos de melhora perceptívelSintomas mais constantes, com pouca variação ao longo das semanas
Impacto funcionalGeralmente permite manter atividades, com ajustes e monitoramentoPode limitar trabalho, estudo e vida social, exigindo estratégias mais estruturadas
Exemplos frequentesHalos ao redor das luzes em momentos específicos e rastros de imagem (trails) ocasionaisDistorções visuais HPPD mais persistentes, com incômodo diário e maior desgaste emocional
Necessidade de cuidadoAcompanhamento para observar gatilhos, sono e ansiedade, com orientação contínuaCuidado especializado mais próximo, com plano de reabilitação e suporte multiprofissional

Ao identificar o tipo de HPPD, entendemos melhor como seguir com o tratamento. O objetivo é aliviar o sofrimento do paciente. Queremos também aumentar sua segurança e incentivar a volta à rotina normal, respeitando seus sentimentos.

O que é flashback alucinógeno (HPPD)?

Flashback alucinógeno, ou HPPD, acontece quando alguém “revive” experiências de drogas por minutos. Na verdade, é uma alteração na percepção que surpreende o indivíduo, afetando sua rotina. Isso ocorre longe da influência direta das drogas.

Esse fenômeno faz a pessoa ver ou sentir coisas de forma diferente. Podem aparecer halos, ver rastros, brilhos fortes, ou sentir imagens tremendo. Isso confunde, pois mesmo sóbrio, o cérebro responde de maneira alterada aos estímulos.

HPPD explicação

Sobre como o HPPD surge, existem várias teorias e não uma causa única. As pesquisas apontam para mudanças na forma como o cérebro processa visões e sensações. Pode ser como um “ruído” que dificulta entender bem o ambiente.

Além de afetar a visão, o HPPD pode aumentar a ansiedade. A preocupação de não controlar essas experiências leva a pessoa a evitar certos lugares ou situações. Isso pode levá-la a se isolar.

Antes de confirmar o HPPD, é importante descartar outras possíveis causas para os sintomas. Situações como enxaqueca, problemas neurológicos, efeitos de outras substâncias devem ser consideradas. Isso ajuda a evitar diagnósticos errados e criar um plano de tratamento correto.

O que observamos na práticaPor que importa para o cuidadoComo ajudamos a organizar o próximo passo
Percepção persistente de halos, rastros e luz “estourada”Pode gerar medo, evitar trabalho e reduzir a vida socialAvaliação médica/psiquiátrica, histórico de uso e triagem de comorbidades
Picos de desconforto com ambientes iluminados e telasAumenta a tensão corporal e favorece ciclos de preocupaçãoEstratégias de rotina, sono, manejo de estresse e monitoramento de gatilhos
Oscilação entre melhora e piora ao longo das semanasCria sensação de imprevisibilidade e aumenta a checagem constanteAcompanhamento contínuo e registro de sintomas para orientar decisões
Histórico de uso de substâncias e medo de recaídaO sofrimento pode levar a automedicação e retorno ao usoIntegração entre saúde mental e dependência química, com foco em HPPD e reabilitação

Em recuperação, observamos também o comportamento de risco. O incômodo pode levar a tentativa de “anestesiar” a dor. Assim, tratamos o HPPD não só com foco nos sintomas visuais. O suporte médico e o rastreio de ansiedade são fundamentais. O objetivo é garantir estabilidade e minimizar riscos no cotidiano.

Causas e fatores de risco: drogas associadas, gatilhos e vulnerabilidades

Para entender as causas do HPPD, é importante considerar várias coisas. Isso inclui a droga usada, o local e como a pessoa se sente ao usar. Não é todo mundo que usa drogas que vai ter sintomas. Mas, o risco é maior se a pessoa usa muito, em um lugar ruim ou muitas vezes.

Outro ponto é o uso de várias drogas ao mesmo tempo. Ou quando não se sabe a origem da droga.

HPPD causas

É bom as famílias ficarem de olho em mudanças pequenas. Coisas como medo de sair, dormir mal, ficar irritado, se isolar e ficar sempre alerta. Estes sinais, sozinhos, não significam muito. Mas eles podem indicar quando é hora de procurar ajuda. É melhor ajudar com cuidado e carinho, sem brigar.

Substâncias mais relacionadas: LSD, psilocibina, MDMA, cannabis e outras

Alguns alucinógenos, como LSD e psilocibina, são frequentemente ligados ao HPPD. O LSD é conhecido por causar distorções visuais. Isso é comum, especialmente quando usado em doses fortes ou em momentos de grande estresse.

Psilocibina também pode levar a flashback, mesmo se usado pouco. MDMA pode causar problemas visuais, muitas vezes em festas, junto com falta de água e descanso.

O uso de cannabis pode fazer sintomas visuais piorar. Misturar drogas, como álcool com estimulantes, sem saber a origem, também aumenta os riscos.

SubstânciaComo costuma aparecer nos relatosFatores que tendem a aumentar o risco
LSDMaior vínculo com distorções visuais persistentes e “ruído” visualAlta potência, repetição, ambiente ameaçador, mistura com outras drogas
Psilocibina (cogumelos)Episódios de reativação perceptiva e sensação de irrealidade em alguns perfisVariação de dose, jejum prolongado, ansiedade prévia, experiências intensas
MDMAQueixas de sensibilidade à luz e desconforto visual em parte dos usuáriosUso noturno, desidratação, hipertermia, policonsumo, estimulantes
CannabisAmplificação de sintomas perceptivos e foco excessivo em sensaçõesTHC alto, uso frequente, histórico de ansiedade, falta de sono

Gatilhos frequentes: estresse, ansiedade, privação de sono e uso de estimulantes

Alguns fatores podem trazer de volta os sintomas sem usar drogas de novo. Estresse e dormir mal são exemplos. Basicamente, quando estamos cansados, nosso cérebro não filtra bem o que vê. E isso pode aumentar a percepção de luzes e formas.

Estimulantes como muita cafeína e energéticos também são um problema. Ficar muito tempo olhando para telas, luz forte e momentos de muita emoção podem piorar. Assim, o desconforto pode virar um ciclo que assusta a pessoa.

Por que pode acontecer mesmo após poucas experiências com alucinógenos

Muitas pessoas pensam que usar drogas poucas vezes é seguro. Mas no HPPD, isso pode não ser verdade. Isso depende de muitas coisas, como o tipo de droga, a dose e onde e como você está se sentindo ao usar. Às vezes, uma só vez pode impactar mais que usar várias vezes de leve.

Às vezes a gente subestima a dose porque a droga é mais forte do que pensávamos. Misturar drogas também pode ser perigoso. Isso pode deixar a pessoa mais ansiosa e dificultar a recuperação.

Comorbidades e predisposições: transtornos de ansiedade, pânico e histórico psiquiátrico

Algumas condições de saúde podem aumentar o sofrimento com o HPPD. Quando alguém já tem problemas como crises de pânico e ansiedade, o risco é maior. O medo dos sintomas pode ser tão ruim quanto os sintomas em si.

A gente sempre sugere que a avaliação olhe para o humor, sono, uso problemático de drogas e automedicação. Para a família, sinais como não querer ir a lugares claros, evitar sair, medo de dirigir à noite e reclamar de ver coisas estranhas devem ser observados. O melhor apoio é ouvir, manter uma rotina e procurar um profissional se a vida diária ficar difícil.

Sintomas, diagnóstico e opções de tratamento no Brasil

Os sintomas de HPPD geralmente são visuais e mudam de uma pessoa para outra. Eles incluem halos ao redor das luzes, rastros ao mover coisas e imagens que ficam na visão. Outros efeitos são distorções visuais, sensibilidade à luz e até estranhamento com sons.

O impacto emocional inclui ansiedade, pânico e insônia. Às vezes, podem ocorrer desrealização ou despersonalização, afetando profundamente o indivíduo.

O diagnóstico de HPPD é feito através da avaliação de um médico, comumente um psiquiatra. Uma entrevista detalhada e exames complementares são realizados. São consideradas as substâncias usadas, tempo desde o uso e padrão dos sintomas.

Analisamos também gatilhos, impacto na vida diária, comorbidades e medicamentos que a pessoa já usa. Essa investigação segue critérios específicos e verifica se há ansiedade, pânico, depressão ou outros problemas.

O tratamento no Brasil segue um plano cuidadoso focado em estabilidade e segurança. Recomendamos não usar substâncias, dormir bem e controlar a ingestão de cafeína. Auxílio contínuo na gestão da ansiedade é essencial.

A terapia pode incluir técnicas de Cognitiva-Comportamental. Buscamos fornecer estratégias práticas para o dia a dia. Em alguns casos, a medicação pode ser considerada, avaliando sempre os riscos e benefícios.

No SUS, o tratamento começa na Unidade Básica de Saúde. Depois, pode ser necessário ir para CAPS ou CAPS AD, se houver uso de substâncias. Em situações críticas, ambientes protegidos podem ser a melhor opção.

Problemas graves, como ideação suicida ou crise de pânico, exigem atendimento imediato. Porém, com um diagnóstico adequado e redução dos gatilhos, a recuperação é possível. Isso permite a retomada de uma vida funcional e de qualidade.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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