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Como saber se um jovem está usando drogas?

Nós sabemos que a dúvida assusta. Ainda assim, o caminho mais seguro não é buscar “provas” no impulso. Para nós, o que faz sentido é observar padrões: sinais de uso de drogas em adolescentes que se repetem e se somam ao longo dos dias, com impacto real na rotina.

Na adolescência, mudanças de humor, sono e vontade de ficar mais sozinho podem acontecer. Por isso, drogas na adolescência nem sempre são fáceis de reconhecer no começo. O alerta cresce quando a mudança é abrupta, intensa e persistente, com sintomas de uso de drogas que aparecem em mais de um contexto, como casa, escola e grupo social.

Como saber se um jovem está usando drogas?

O uso precoce aumenta riscos que nós não podemos ignorar: queda no rendimento, acidentes, violência, exposição a infecções e piora de ansiedade ou depressão. Nesses cenários, entender como identificar dependência química em jovens ajuda a agir mais cedo, com menos danos e mais chance de recuperação.

Nós também evitamos rótulos. Comportamento de adolescente usuário de drogas não define caráter; é um tema de saúde e segurança. Se houver sinais de intoxicação, agressividade, desaparecimento ou ideação suicida, a prioridade é proteção imediata e quando procurar ajuda profissional sem esperar “passar”.

Ao longo deste artigo, nós vamos organizar o que observar e como agir: sintomas físicos e mudanças de rotina, sinais comportamentais, emocionais e sociais, e formas de conversa com escuta e firmeza. Também vamos falar de prevenção ao uso de drogas e de avaliação clínica, porque exames podem ajudar, mas não substituem o olhar médico e psicológico.

Sinais físicos e mudanças de rotina que podem indicar uso de drogas em jovens

Quando observamos sinais físicos de drogas, é essencial olhar o conjunto. Um sinal isolado não confirma, mas a repetição e a combinação ao longo de dias costumam aumentar a preocupação. Nós buscamos registrar padrões, sem acusações, para entender o que está mudando no corpo e na rotina.

sinais físicos de drogas

Na face e nos olhos, alguns indícios chamam atenção. Olhos vermelhos droga, lacrimejamento e um olhar “vidrado” podem aparecer, assim como sensibilidade à luz. Também é comum notar pupila dilatada ou contraída, oscilando conforme a substância e o momento de uso.

Na boca, nariz e respiração, vemos pistas que passam despercebidas. Boca seca, sede fora do habitual e rouquidão podem surgir, assim como sangramentos nasais recorrentes em alguns casos. O cheiro de maconha em roupas, cabelo ou hálito, quando aparece com frequência, costuma gerar dúvidas e tensão em casa.

As mudanças no ritmo do dia também pesam. Alterações de sono adolescente podem incluir insônia, sonolência intensa em horários incomuns ou inversão do ciclo, com dificuldade real de acordar. Em alguns jovens, a energia parece “acelerada” e, depois, vem uma queda forte, que pode se parecer com ressaca de drogas.

O corpo pode reagir no apetite e no peso. Mudanças de apetite incluem aumento súbito, com episódios de “larica”, ou redução marcada com perda de peso drogas. Náuseas, vômitos e dor abdominal recorrente, sem causa clara, também merecem atenção quando se repetem.

Na coordenação e no comportamento motor, é útil observar o básico do dia a dia. Fala arrastada, lentidão, desatenção e tempo de reação alterado podem afetar tarefas simples. Tremores, agitação e suor excessivo, junto de quedas e acidentes adolescentes, como hematomas sem explicação consistente, entram no mesmo quadro de alerta.

Categoria observada O que pode aparecer Como costuma afetar a rotina Quando aumenta a preocupação
Olhos e face olhos vermelhos droga, lacrimejamento, fotofobia, pupila dilatada ou contraída dificuldade de manter contato visual, incômodo com luz, aparência “diferente” em fotos e conversas quando se repete em vários dias ou vem junto de irritação e queda no desempenho
Respiração e odores tosse persistente, rouquidão, cheiro de maconha, uso de perfume em excesso mudança no hálito e nas roupas, tentativas de mascarar odor, mais tempo no banho quando o odor retorna após saídas curtas ou em horários incomuns
Sono e energia alterações de sono adolescente, insônia, sonolência diurna, oscilação de energia e ressaca de drogas atrasos, faltas, cochilos, dificuldade de cumprir combinados e rotinas simples quando a inversão do sono dura semanas ou vem com isolamento e irritabilidade
Apetite e peso mudanças de apetite, compulsão alimentar, enjoo, perda de peso drogas refeições puladas, comer escondido, queixas frequentes de mal-estar quando há queda rápida de peso ou episódios repetidos de vômito e desidratação
Coordenação e segurança fala lenta, desatenção, tremores, quedas e acidentes adolescentes danos em objetos, tropeços, ferimentos, risco ao atravessar ruas ou dirigir quando há acidentes sucessivos ou sinais de confusão e desorientação

No ambiente, certos itens ajudam a compor o cenário. Isqueiros, papéis de enrolar como RAW, dichavadores, cachimbos e colírios usados “sem necessidade” podem aparecer. Também é importante notar sumiço de medicamentos, especialmente calmantes, e mudanças bruscas de higiene, seja para menos, seja por um cuidado excessivo para encobrir marcas.

Alguns sinais de intoxicação por drogas exigem urgência, pela chance de risco imediato. Confusão intensa, desmaio, convulsões, falta de ar, lábios arroxeados, febre alta, dor no peito ou comportamento delirante pedem ação rápida. Nessas situações, nós orientamos buscar atendimento de emergência e acionar o SAMU 192.

Como saber se um jovem está usando drogas?

Saber com certeza quase nunca vem de um único evento. Nós chegamos mais perto da realidade quando observamos sinais em três eixos: sinais comportamentais de uso de drogas, emoções e vida social/escolar.

Esse olhar em conjunto ajuda a diferenciar um dia ruim de um padrão que se repete e ganha força com o tempo. O foco é identificar mudanças de comportamento adolescente que afetam a rotina e a segurança.

Quando o comportamento muda, costuma aparecer irritabilidade fora do padrão, explosões de raiva e atitudes impulsivas. Também pode surgir apatia, “desligamento” e perda de interesse por atividades que antes tinham valor.

Em alguns lares, entram em cena mentiras e furtos em casa, além de histórias inconsistentes e necessidade de se esconder. Nós tratamos isso como sinal de alerta, não como “falta de caráter”, porque pode estar ligado a uso e busca de dinheiro.

No campo social, a troca repentina de amigos e o sigilo sobre com quem anda merecem atenção. O isolamento social adolescente pode aparecer como evitar refeições, encontros e conversas simples.

Também é comum haver sumiços, atrasos frequentes e saídas sem destino claro. Quando a rotina vira um mistério constante, vale olhar o conjunto de sinais e conversar com calma.

Na escola e nas responsabilidades, o sinal costuma ser objetivo: queda no rendimento escolar, faltas, suspensões e abandono de cursos ou esportes. A redução de concentração e memória pode levar a prazos perdidos e tarefas incompletas.

Essas mudanças, quando persistem por semanas, tendem a indicar prejuízo funcional. Nós observamos intensidade, duração, progressão e impactos reais em casa e na escola.

Também consideramos comorbidades saúde mental e drogas, porque ansiedade intensa, crises de pânico e humor deprimido podem caminhar junto com o consumo. Alterações de autoestima, autolesão e falas sobre “não aguentar mais” elevam o risco e pedem apoio profissional imediato.

Nesse cenário, não é preciso “provar” nada para agir com cuidado; é preciso proteger, acolher e organizar ajuda.

Sinais específicos podem existir, mas variam muito de pessoa para pessoa. Em alguns casos, a família nota sinais de maconha em adolescente, como mudanças na motivação, mais desatenção e oscilações de humor.

Outros quadros levantam suspeita de sinais de cocaína, como agitação, impulsividade e padrão de risco. Também vemos sinais de álcool em jovens quando há episódios repetidos de intoxicação, ressacas e conflitos ligados a festas e saídas.

Na vida digital, pode haver hiperproteção do celular, troca de senhas e conversas apagadas. Nós evitamos uma postura de investigação invasiva: o objetivo é segurança e diálogo, sem vigilância punitiva que rompa a confiança.

Quando necessário, vale registrar fatos objetivos (datas, episódios e impactos) e alinhar informações com a escola, mantendo privacidade. A confirmação responsável pode incluir avaliação com psicólogo e médico psiquiatra, e a equipe multidisciplinar pode orientar testes toxicológicos (urina, saliva ou cabelo) com critérios de janela de detecção e riscos de falsos resultados.

sinais comportamentais de uso de drogas

Eixo observado Sinais que costumam aparecer O que aumenta o risco Como nós checamos sem acusar
Comportamento irritabilidade, apatia, impulsividade, mentiras recorrentes piora progressiva e prejuízo em casa anotar episódios com data, impacto e contexto
Vida social troca súbita de amigos, sigilo, afastamento da família isolamento e rotas de fuga na rotina perguntas diretas e calmas sobre horários e companhia
Escola e rotina queda no rendimento, faltas, esquecimento, baixa concentração abandono de atividades e conflitos frequentes conversar com coordenação e professores, com discrição
Emoções e saúde mental ansiedade intensa, humor deprimido, anedonia, autolesão falas de desesperança e risco de suicídio priorizar acolhimento e avaliação profissional imediata
Dinheiro e segurança pedidos sem justificativa, venda de objetos, mentiras e furtos em casa brigas, problemas legais, exposição a violência organizar limites claros e buscar orientação clínica

Como abordar o jovem, buscar ajuda profissional e fortalecer a rede de apoio familiar

Quando surge a dúvida, nós escolhemos um caminho de cuidado: como conversar com filho sobre drogas com calma e firmeza. A melhor hora é sem intoxicação e sem plateia. Uma abordagem sem julgamento ajuda o jovem a falar, em vez de se fechar. Nós usamos frases simples: “nós vimos faltas e mudança no sono; nós estamos preocupados e queremos entender”.

Na conversa, nós começamos por fatos observáveis, sem rótulos. Fazemos perguntas abertas e escutamos mais do que falamos. Uma intervenção breve pode ser o primeiro passo: combinar avaliação, ajustar rotina e definir regras de segurança. Se a abstinência imediata não for possível, nós aplicamos redução de danos para reduzir riscos, sem perder o foco na melhora.

Se houver prejuízo na escola, isolamento, uso frequente, abstinência ou compulsão, nós indicamos avaliação profissional. No Brasil, o CAPS AD pode acolher e orientar, junto com ambulatórios e serviços privados. Em alguns casos, a internação para dependência química é indicada para estabilizar, proteger e iniciar o tratamento com segurança. Uma clínica de reabilitação com médico 24 horas faz diferença quando há risco clínico, uso de várias substâncias ou recaídas graves.

O tratamento dependência química adolescente funciona melhor quando a família entra no plano. Nós fortalecemos a rede de apoio familiar com psicoeducação, acordos de convivência e alinhamento com a escola. A terapia familiar dependência química ajuda a reduzir conflitos e a criar limites protetivos. Para continuidade, nós mapeamos gatilhos, reforçamos sono e rotina, e mantemos acompanhamento para prevenir recaídas.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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