
A crise de ansiedade pode aparecer quando alguém diminui ou para de usar drogas. Isso é parte da síndrome de abstinência. É muito importante receber ajuda médica rápido, pois pode piorar a situação e aumentar o risco de voltar a usar drogas.
Quando alguém está parando de usar álcool, remédios sedativos, opioides, cocaína ou estimulantes, as crises de ansiedade são comuns. Estudos da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde do Brasil mostram que é frequentemente difícil parar de usar essas substâncias sem sentir ansiedade.
Esses momentos de ansiedade podem levar alguém a se medicar sozinho, afetar suas relações e trabalho. Em situações sérias, pode ser necessário internar a pessoa.
Por isso, monitoramos os pacientes o tempo todo e agimos rápido para controlar a ansiedade. Assim, evitamos problemas maiores.
Nossa equipe tem médicos, psicólogos, enfermeiros e outros profissionais disponíveis 24 horas. Queremos detectar e tratar a ansiedade o mais rápido possível. Usamos remédios e terapias baseadas em evidências científicas.
Escrevemos este artigo para informar pacientes e suas famílias. Queremos dar a eles formas práticas de lidar com a ansiedade durante a abstinência. Nosso foco é sempre na recuperação segura das pessoas.
Compreendendo a crise de ansiedade durante abstinência química
Vamos falar de modo simples sobre o que leva à crise de ansiedade quando se para de usar substâncias. Isso inclui entender o que acontece e por que acontece, olhando para o lado biológico e social.
O que é abstinência química e como ela afeta o cérebro
A abstinência química é um conjunto de reações do corpo e da mente quando alguém para de usar drogas. Essas reações são causadas por mudanças nos neurotransmissores, como o GABA, o glutamato e a dopamina.
Essas alterações fazem com que o cérebro se adapte, tornando alguns receptores menos sensíveis. Por exemplo, álcool e calmantes reduzem o GABA e aumentam o glutamato, o que causa agitação. Opioides bagunçam o sistema de recompensa, e estimulantes aumentam a ansiedade.
O quanto alguém usou, as doses e outros problemas de saúde mental afetam como o cérebro reage. Usar outras drogas ou ter outras doenças também aumenta os riscos.
Por que a ansiedade aumenta durante a abstinência
Durante a abstinência, o corpo fica mais sensível e reage mais aos estímulos. Isso acontece por causa da confusão entre os neurotransmissores que acalmam e os que excitam.
O medo de sentir os sintomas da abstinência, estresse e lembranças do uso de drogas pioram a ansiedade. Estar sozinho e se sentir julgado também atrapalham a recuperação.
Sintomas comuns da crise de ansiedade na retirada
Quem está passando por isso pode sentir o coração acelerado, suar mais, tremer, sentir falta de ar, tonturas, náuseas, e ter problemas para dormir.
Além disso, pode aparecer um medo muito forte, sentir que está perdendo o controle, e ter pensamentos ruins. A pessoa se sente agitada e como se não estivesse em seu próprio corpo ou mente.
Pode ter muita vontade de usar a droga de novo, procurar por ela, evitar certas situações, e ter dificuldade com as atividades do dia a dia. Essas crises podem começar nas primeiras horas ou semanas depois de parar a droga.
Fatores de risco que intensificam crises ansiosas
Existem algumas coisas que podem fazer com que essas crises sejam piores. Ter tido problemas de ansiedade antes, ter outras doenças mentais, certas características genéticas, e já ter passado por abstinência antes aumentam os riscos.
O tipo de droga, se há dependência física, o uso de doses altas e parar de repente também são fatores a considerar.
Problemas como não ter apoio, estar passando por um momento difícil, não estar em um ambiente adequado para o tratamento, e parar de tomar remédios para a mente também tornam as crises mais intensas e aumentam os riscos de recaída.
Identificando e monitorando Crise de ansiedade durante abstinência química
Descrevemos como identificar sinais de ansiedade e agir de forma segura. O foco é ajudar a monitorar sintomas e diminuir riscos na abstinência.

Como reconhecer sinais precoces
Sinais iniciais incluem inquietação, dificuldade para dormir e mudanças no apetite. Pensar muito em usar drogas ou substituí-las por álcool ou tabaco também é um sinal.
Sintomas físicos começam com suor leve, coração acelerado, boca seca e um aperto na garganta. Mudanças bruscas no comportamento e menor interesse no tratamento precisam de atenção.
Ferramentas práticas para autoavaliação e registro de sintomas
Usamos instrumentos validados para o acompanhamento de sintomas. Ferramentas como o Inventário de Ansiedade de Beck e a Escala de Ansiedade de Hamilton são úteis na clínica.
Para o dia a dia, recomendamos um diário de sintomas e uma escala de ansiedade de 0 a 10. É importante anotar horários difíceis, gatilhos, sentimentos, medicação usada e desejos intensos por drogas.
Aplicativos e prontuários eletrônicos ajudam na comunicação entre pacientes, equipes e famílias. Para mais dicas, veja como se livrar do vício.
Quando buscar ajuda profissional imediata
Certos sintomas são emergências e precisam de cuidado urgente. Isso inclui batimentos cardíacos muito rápidos, dificuldade para respirar, confusão e ver ou ouvir coisas que não existem.
Riscos de suicídio, agressividade e convulsões pedem ajuda imediata. Isso é comum em quem abusa de álcool e benzodiazepínicos.
Se não melhorar com tratamentos comuns ou piorar rapidamente, é hora de buscar um médico e talvez ser internado.
O papel da família e da rede de apoio no monitoramento
O apoio familiar é essencial. Os familiares devem sempre estar atentos, anotar mudanças e garantir um local seguro.
A família precisa ser acolhedora, sem julgar, e incentivar o tratamento. Deve ajudar com sono e alimentação saudáveis e transportar para consultas e emergências.
É bom ter um plano de ação para crises, com contatos de emergência e informações sobre a medicação. Participar de grupos de apoio fortalece a rede de suporte e ajuda no controle dos sintomas.
Estratégias e tratamentos para aliviar a crise de ansiedade durante abstinência química
Nós trabalhamos com um método que une diversos tratamentos. O tratamento para crise de ansiedade tem várias partes, como remédios, terapia e suporte médico e social. Ele é feito sob medida para cada pessoa, levando em conta vários fatores.
Também há um constante monitoramento do paciente. Isso ajuda a ajustar o tratamento conforme a necessidade.
No tratamento com remédios, escolhemos opções comprovadas pela ciência. Há vários tipos, como benzodiazepínicos e anticonvulsivantes. Também usamos estabilizadores de humor e antidepressivos.
Especificamente para opiáceos, a clonidina ajuda a reduzir certos sintomas. Tudo é feito com cuidado pelo psiquiatra, que fica de olho nos efeitos colaterais.
Para tratar a ansiedade, usamos terapias adaptadas a cada caso. Técnicas como respiração controlada, relaxamento e mindfulness são práticas diárias. Também incluímos atividades diárias e fisioterapia leve no tratamento.
Estes métodos ajudam os pacientes a se recuperarem a todo momento.
A desintoxicação é feita com cuidado, começando com uma avaliação detalhada. Inclui exames básicos e acompanhamento de sinais vitais. Também temos um planejamento cuidadoso para evitar complicações.
Depois, ajudamos na transição para o tratamento contínuo, com várias opções de suporte. Para saber mais, veja Clínica de Recuperação em Lagoa do.
Para evitar recaídas, criamos planos que ajudam a identificar e lidar com gatilhos. Focamos em fortalecer o apoio social e continuar o acompanhamento psicológico.
Nossos protocolos incluem regras sobre consentimento, privacidade e segurança. Seguimos todas as normas médicas do Brasil.