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O que é ideação suicida associada ao uso de substâncias?

Ideação suicida significa ter pensamentos ou planos de acabar com a própria vida. Esses pensamentos podem ser rápidos ou detalhados. Importante é que sejam levados a sério e tratados com cuidado.

O uso de álcool e drogas como cocaína e maconha pode aumentar o risco de suicídio. Isso pode ocorrer em momentos de uso intenso ou abstinência. Assim, a relação entre álcool, drogas e risco de suicídio se torna uma preocupação real.

O que é ideação suicida associada ao uso de substâncias?

Tratar a ideação suicida é de extrema importância. Conversar sobre prevenção do suicídio é essencial, pois pode salvar vidas. Compreender a relação entre abuso de substâncias e saúde mental pode ser o primeiro passo para ajudar.

O abuso de substâncias pode levar a um comportamento mais impulsivo e aumentar o sofrimento emocional. Pode haver também doenças mentais como depressão e ansiedade. Vamos discutir como identificar sinais de risco e buscar ajuda eficaz.

Se sentir um risco imediato de suicídio, procure ajuda de urgência pelo SAMU 192 ou vá a uma UPA/Pronto-Socorro. Para apoio emocional, ligue para o CVV no 188. Em situações graves, o tratamento 24 horas pode ser necessário para dar suporte e orientar a família.

O que é ideação suicida associada ao uso de substâncias?

Ideação suicida se refere a pensamentos sobre querer morrer, sumir ou cometer suicídio. Não é o mesmo que tentar suicídio ou se autoagredir. Na medicina, diferenciar estes estados é crucial para entender e atender quem precisa.

Identificamos principalmente dois tipos de ideação. Na ideação passiva, alguém pode expressar o desejo de não acordar mais. A ideação ativa envolve planos ou métodos detalhados para o suicídio, indicando um risco maior.

definição ideação suicida

Substâncias podem influenciar a ideação suicida de várias maneiras. Às vezes, pensamentos suicidas surgem ou se intensificam com a intoxicação por álcool. Ou podem piorar na abstinência de substâncias, com ansiedade e depressão.

O uso de substâncias nem sempre é a única causa da ideação suicida. Pode amplificar problemas psicológicos já existentes. É fundamental cuidar da saúde mental e da dependência química juntas, sem simplificar o problema.

Para avaliar o risco, profissionais verificam quão frequentes e intensos são os pensamentos suicidas. Eles também consideram se há um plano e tentativas anteriores. Familiares perceberão sinais como mudanças bruscas de humor e isolamento.

Aspecto observadoComo pode aparecer no dia a diaO que isso pode indicar no cuidado
Ideação passivaFrases sobre “sumir”, “não acordar” ou cansaço extremo de viverSofrimento relevante; pede escuta ativa e avaliação de risco aumentado
Ideação ativaRelato de método, planejamento, ensaio ou busca de meiosMaior gravidade e necessidade de proteção imediata
Durante intoxicação alcoólicaImpulsividade, agressividade dirigida a si, decisões súbitas e arrependimento depoisVulnerabilidade aguda; risco pode subir em poucas horas
Na abstinência de drogasInsônia, ansiedade intensa, irritabilidade, tristeza e fissura persistentePeríodo crítico; monitoramento e suporte clínico reduzem desfechos graves
Contexto de transtorno por uso de substânciasPerdas, conflitos, recaídas, vergonha e isolamento socialRisco sustentado; abordagem integrada fortalece segurança e adesão

Como o álcool e outras drogas aumentam o risco de ideação suicida

Quando o assunto é ideação suicida e substâncias, observamos os efeitos no cérebro e na vida diária. Muitas vezes, a pessoa não deseja morrer, mas acabar com a dor. Decisões aparentemente pequenas podem se tornar perigosas, principalmente com álcool e impulsividade.

O sofrimento emocional combinado com a perda de controle aumenta o risco de crises graves. Nesse momento, a desinibição e o risco suicida se tornam iminentes, acontecendo rapidamente.

álcool e impulsividade

O álcool e drogas afetam o cérebro, diminuindo a capacidade de pensar nas consequências. Isso pode fazer a pessoa agir impulsivamente, sem ver saídas.

O humor também pode variar muito. Sintomas como irritabilidade, culpa e desesperança podem piorar com o uso contínuo. Isso faz com que pensamentos suicidas pareçam mais possíveis.

Intoxicação e abstinência: períodos de maior vulnerabilidade emocional

Na intoxicação, a capacidade de julgar situações piora, aumentando a chance de conflitos. Brigas podem se tornar gatilhos perigosos.

Na abstinência, os efeitos físicos e a ansiedade podem levar a depressão e a mais abstinência. Isso pesa muito emocionalmente e, em alguns casos, requer cuidado médico.

Comorbidades frequentes: depressão, ansiedade, transtorno bipolar e trauma

Comorbidades psiquiátricas acontecem quando dois ou mais transtornos se manifestam juntos. Isso é comum na dependência. A depressão aumenta o risco por causa do desespero, enquanto a ansiedade busca alívios que custam caro depois.

Na combinação de transtorno bipolar e álcool, o risco pode aumentar em momentos de depressão. Já no TEPT, o uso de drogas pode ser uma tentativa de esquecer memórias ruins.

Uso de múltiplas substâncias e escalada de risco

Misturar diferentes substâncias pode levar a mudanças bruscas de humor. Em casos de uso de crack, por exemplo, a situação pode ficar muito grave rapidamente.

Certas misturas são especialmente perigosas, como álcool e sedativos. A mistura pode levar a decisões ruins e a perda de controle, necessitando avaliação médica urgente.

Momento ou padrão de usoO que costuma acontecer no corpo e na mentePor que o risco aumentaMedidas de proteção no dia a dia
Intoxicação por álcoolJulgamento prejudicado, reação emocional forte, discussões e impulsosMaior chance de atos sem planejamento, com desinibição e risco suicidaEvitar ficar sozinho, retirar meios letais do ambiente e buscar apoio imediato da família
Abstinência após uso contínuoInsônia, ansiedade, fissura, irritação e humor deprimidoDesespero e sensação de incapacidade, com abstinência e depressãoRotina estruturada, monitoramento próximo e avaliação clínica quando houver dependência
Uso associado a transtornos do humorOscilação intensa, culpa, impulsos e piora do sonoDescompensação em transtorno bipolar e álcool, com instabilidade rápidaPlano terapêutico integrado, adesão a tratamento e acompanhamento regular
Uso após eventos traumáticosEntorpecimento emocional, pesadelos, hipervigilância e isolamentoReativação de sintomas em TEPT e drogas, com crises mais reativasAmbiente protegido, terapia focada em trauma e rede de suporte consistente
Mistura de substâncias (poliuso)Efeitos imprevisíveis, piora do humor, maior risco de overdoseSomatório de riscos no poliuso de substâncias e maior chance de autolesãoRedução de danos, não misturar substâncias e buscar avaliação especializada
Uso de estimulantes de alta potênciaFissura intensa, paranoia, privação de sono e exaustãoMaior vulnerabilidade em episódios ligados a crack e suicídioIntervenção precoce, suporte 24 horas quando necessário e cuidados com sono e alimentação
Sedativos com álcoolSonolência, apagões, descoordenação, piora do humorAumento de acidentes e decisões de alto impacto em benzodiazepínicos e riscoNão combinar substâncias, guardar medicações com controle familiar e orientação médica

Sinais de alerta e fatores de risco em pessoas que usam substâncias

Às vezes, quando alguém próximo usa álcool ou outras drogas, a gente pensa que é só uma fase ruim. Mas existem sinais de perigo que não podemos ignorar, especialmente se sugerem risco de suicídio. Prestar atenção ao comportamento diário sem julgar ajuda mais que tentar ler a mente.

sinais de alerta suicídio

É importante levar a sério quando alguém fala em desesperança, culpa ou diz coisas como “não aguento mais”. Se a pessoa fala sobre morte, pede perdão sem motivo ou age como se estivesse se despedindo, é um alerta. Isso pode acontecer junto com vergonha por beber novamente ou brigas em casa.

Se alguém bebe mais do que o normal, volta a usar drogas depois de melhorar ou age de forma perigosa, precisamos ficar atentos. Preocupa também quando começa a se desfazer de coisas ou procura formas de se machucar seriamente. Uma overdose de propósito é um sinal grave que exige ação rápida.

Alterações bruscas de humor, irritação extrema, falta de interesse ou ansiedade forte podem indicar uma crise emocional ou mental. Drogas podem aumentar a confusão e em alguns casos, paranoia. Se isso vem com insônia, se afastando dos outros e perdendo a rotina, o perigo é maior.

Na parte social e profissional, problemas aparecem como piora no trabalho ou escola, se afastar de amigos ou família, e brigas sérias. Questões legais ou financeiras pioram a situação, especialmente se a pessoa está bêbada ou em abstinência. Nessa fase, até coisas pequenas parecem demais para aguentar.

Riscos de suicídio e uso de drogas muitas vezes andam juntos, especialmente se houve tentativas antes, perdas recentes ou acesso fácil a formas de se machucar. Problemas de saúde mental, dor constante e doenças sérias também são fatores. Não ter apoio ou usar várias drogas deixa tudo pior.

Podemos reforçar proteção e prevenção com ações práticas: mantendo a família unida, acompanhamento profissional, rotina organizada e seguindo o tratamento. Espiritualidade e grupos de apoio também são importantes. Diminuir a chance de acesso a formas de se machucar e manter o ambiente seguro ajuda nesses momentos difíceis.

Se notarmos sinais preocupantes, falar de forma calma e acolhedora é o caminho, sem acusar. Se suspeitarmos de risco imediato, a segurança vem primeiro e devemos agir rapidamente. Nunca deixe a pessoa sozinha se ela não estiver bem e, se seguro, tire de perto coisas perigosas.

Categoria observadaO que costuma aparecerPor que isso importaComo agir com segurança
VerbalDesesperança, culpa intensa, falas sobre morte, pedidos de perdão fora de contexto, comportamento de despedidaPode sinalizar decisão em formação ou sofrimento extremo, mesmo sem “aviso formal”Conversar de forma direta, validar a dor, perguntar sobre segurança e encaminhar para avaliação de risco
ComportamentalAumento do consumo, recaída, dirigir alcoolizado, brigas, automutilação, doação de pertences, busca por meios letais, overdose intencionalIndica impulsividade, perda de controle e maior chance de atos súbitosNão minimizar, reduzir acesso a meios quando possível, manter companhia e acionar ajuda imediata se houver risco concreto
Emocional e cognitivaOscilação de humor, irritabilidade, apatia, ansiedade intensa, vazio, confusão, paranoia em alguns quadrosPiora julgamento e aumenta vulnerabilidade, principalmente com intoxicação ou abstinênciaEvitar confronto, oferecer ambiente calmo, monitorar sinais de agravamento e buscar avaliação profissional rápida
Social e funcionalIsolamento social, abandono de trabalho/estudos, ruptura de vínculos, conflitos familiares, problemas legais e financeirosReduz suporte e aumenta estresse, o que pode precipitar crise suicidaReforçar rede de apoio, organizar rotina, combinar supervisão em momentos críticos e alinhar um plano de proteção e prevenção

Como buscar ajuda no Brasil: tratamento, apoio e prevenção

Se houver risco imediato, a segurança é fundamental. Deve-se chamar o SAMU 192 ou ir rapidamente à uma UPA ou Pronto-Socorro. Isso vale mesmo se a pessoa estiver confusa, intoxicada ou passando por abstinência. Para quem precisa de apoio emocional a qualquer hora, o CVV 188 está disponível. Eles ajudam a lidar com o momento difícil e a se sentir menos isolado.

Quando há risco moderado ou alto, mas não imediato, é crucial avaliar rapidamente com um psiquiatra especialista em dependência química. Isso se torna ainda mais crucial em casos de uso múltiplo de substâncias, recaídas frequentes, abstinência severa ou tentativa anterior. O primeiro passo é ir à Unidade Básica de Saúde, que encaminhará para o CAPS AD e outros serviços. A psicoterapia também é importante para ajudar a lidar com os pensamentos, desenvolver habilidades e manter o tratamento.

Em casos de crises frequentes, quando não há suporte em casa ou é necessário monitoramento constante, pensamos em serviços especializados. Oferecem suporte médico o dia todo como parte do tratamento da dependência química. Aqui, podemos considerar a internação, seja ela voluntária ou involuntária, de forma criteriosa e com suporte legal. O tratamento inclui avaliação psiquiátrica, controle dos sintomas e um plano de segurança.

Para evitar o suicídio, destacamos a importância da rotina e da continuidade no tratamento. Parar de usar substâncias com ajuda profissional, controlar sintomas de depressão e ansiedade e seguir a medicação fazem toda a diferença. A família também tem um papel crucial, com diálogo sincero, limites e participação em grupos de apoio. Procurar ajuda é um ato de cuidado com si mesmo. E lembre-se: a recuperação é sempre possível com o acompanhamento adequado.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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