O que é tolerância nas drogas?
Nós definimos tolerância a drogas como a redução progressiva da resposta do organismo à mesma dose de uma substância. Em termos simples, o paciente precisa de quantidades maiores ou de administração mais frequente para alcançar o efeito inicial. Essa explicação aborda o desenvolvimento de tolerância no contexto clínico e diferencia a questão farmacológica da percepção social do uso.
Do ponto de vista da farmacologia da tolerância, distinguimos duas vias principais: alterações farmacocinéticas — quando o corpo metaboliza e elimina a droga mais rapidamente — e alterações farmacodinâmicas — quando receptores e circuitos cerebrais se adaptam à presença contínua da substância. Esses mecanismos explicam a dessensibilização observada em diversos medicamentos e drogas recreativas.
É importante separar tolerância de dependência e de abstinência. Dependência envolve mudanças neurobiológicas e comportamentais que geram necessidade contínua de uso; abstinência são os sintomas que aparecem quando o uso cessa. A tolerância pode aumentar o risco de dependência e tem impactos da tolerância no tratamento, exigindo atenção clínica no ajuste de dose para reduzir danos.
Nossa abordagem clínica prioriza avaliação contínua para identificar sinais de tolerância e planejar intervenções. O manejo envolve estratégias como ajuste de dose, pausas supervisionadas ou troca de medicamentos quando indicado. Assim, protegemos a recuperação e reduzimos consequências adversas, mantendo suporte médico integral 24 horas.