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Oxi e risco de morte precoce

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Nós explicamos, de forma clara e responsável, por que esse tema preocupa profissionais de saúde, familiares e a rede de proteção.

Oxi e risco de morte precoce

Dados clínicos e reportagens brasileiras apontam que essa variante, feita a partir da cocaína e fumada, gera toxicidade maior por aditivos. Isso aumenta a chance de eventos agudos, como overdose, insuficiência respiratória e eventos cardiovasculares.

Não falamos só sobre óbito. É preciso considerar o quanto a pessoa pode ficar debilitada física e psicologicamente. Cuidados especializados reduzem danos e podem salvar vidas.

Adiante, vamos detalhar composição, diferenças com crack e cocaína, velocidade do efeito, lesões em pulmões, fígado e rins, e riscos ao coração. Ninguém precisa enfrentar isso sozinho. Em caso de dor no peito, falta de ar intensa, confusão, desmaio ou convulsões, procure atendimento imediato.

O que é o oxi e por que a droga acendeu um alerta no Brasil

Nós descrevemos uma variação derivada da cocaína vendida em formato de pedra que ganhou atenção por produzir danos além dos efeitos esperados da droga.

Como é feita: peritos relatam mistura de pasta base com solventes e agentes simples, como querosene/gasolina e cal virgem. Esse processo concentra o princípio ativo, mas adiciona substâncias que irritam e agridem vias aéreas.

substance pedra derivada

Composição e comparação prática

Na prática, a pasta base entra na cadeia como matéria-prima. Em contraste com o crack — que costuma usar éter/acetona e bicarbonato — essa variação traz aditivos diferentes e maior variabilidade na toxicidade.

Forma de consumo

A apresentação em pedra favorece o consumo fumado. Fumar acelera o efeito e incentiva repetição intensa do uso.

Origem e disseminação

Os primeiros registros vieram do Norte do país, com apreensões em estados como Acre e Pará. Em pouco tempo, notificações apontaram avanço para outras unidades federativas, sinalizando mudança no padrão de oferta.

  • Risco adicional: produção artesanal gera pedras oleadas e imprevisíveis.
  • Impacto: solventes e cal podem causar irritação, queimaduras e toxicidade além da cocaína.

Oxi e risco de morte precoce: efeitos, toxicidade e o que se sabe sobre letalidade

A via fumada altera tudo: ao inalar, a substância é absorvida pelos pulmões e chega ao cérebro em segundos. Relatos técnicos apontam início do efeito entre 7 e 9 segundos, o que favorece compulsão e repetição do uso.

oxi efeito

Efeito em segundos: por que fumar acelera a chegada ao cérebro

Fumar permite passagem direta pelo pulmão para a corrente sanguínea. Isso reduz o tempo até o pico do efeito.

O resultado é aumento da frequência de uso e maior probabilidade de overdose aguda.

O “extra” perigoso: irritação e queimaduras por combustíveis e cal

Querosene e gasolina, além da cal virgem usada na base, agem como irritantes fortes.

Consequência: queimaduras na boca, mucosa e vias aéreas, infecções e dor intensa.

Lesões e falhas orgânicas: pulmões, fígado e rins

O trauma químico pode evoluir para inflamação pulmonar e possível fibrose.

O fígado sofre sobrecarga; há risco de esteatose e cirrose. Os rins podem falhar por toxinas circulantes.

  • Principais sinais de alerta: falta de ar, dor torácica, confusão e vômitos persistentes.
  • Misturar com álcool aumenta dano hepático pela formação de cocaetileno.

Riscos cardiovasculares: infarto e AVC

A própria ação da cocaína eleva chance de ataque cardíaco e acidente vascular, mesmo em pessoas jovens.

“Estudos clínicos e análises periciais mostram maior letalidade quando a substância é adulterada com solventes.”
Pablo Roig, entrevista citada pela BBC Brasil, 2011

Resumo: a combinação entre velocidade do efeito, aditivos como querosene e cal e efeitos tóxicos em órgãos aumenta a probabilidade de desfechos graves em usuários. Busque ajuda imediata ao identificar sinais de intoxicação.

Por que o oxi ganha espaço: preço baixo, acesso fácil e vulnerabilidade do usuário

Fatores como custo baixo e acesso fácil transformam a dinâmica do uso em muitas comunidades.

Nós explicamos como o preço funciona como porta de entrada. Em fissura intensa, a dependência limita a escolha. O usuário tende a optar pelo que cabe no bolso.

preço pedra

Quanto custa a pedra: diferença de preço e impacto no consumo

Jornalisticamente, a pedra tem sido vendida entre R$ 2 e R$ 5. Pedras de crack podem chegar a R$ 10.

Esse gap faz com que a pessoa consuma mais unidades quando o dinheiro falta. Assim, o consumo se mantém e os danos aumentam.

Fronteiras e insumos sem fiscalização

A facilidade de obter solventes e cal favorece produção artesanal. Isso gera variações na composição das substâncias e imprevisibilidade toxicológica.

Item Preço aproximado Impacto no país
Pedra (variante) R$ 2 – R$ 5 Amplia oferta em áreas vulneráveis
Crack até R$ 10 Consumo já estabelecido; troca por opções mais baratas
Insumos (cal/solventes) Fáceis de obter Produção artesanal e variação da base

Ruas, fronteiras e falhas no controle permitiram circulação da pasta base pelo país. A soma de acesso, preço e vulnerabilidade acelera o ciclo de adoecimento.

Informação que salva vidas: sinais de alerta e caminhos de tratamento para usuários e familiares

Informação clara e ação rápida salvam vidas. Reconheça sinais que exigem ajuda imediata: dor no peito, falta de ar intensa, confusão, desmaio, agitação extrema, alucinações e convulsões.

Quando um usuário apresenta esses sinais, encaminhe para emergência. Esses sintomas comprometem o organismo e podem evoluir rapidamente.

Nós orientamos familiares a abordar sem confronto. Foque em proteção, registre episódios de risco e reduza gatilhos no ambiente.

O tratamento exige cuidado integral: avaliação médica e psiquiátrica, manejo de abstinência, suporte psicológico e acompanhamento contínuo. A dependência aumenta a urgência de intervenção.

Conclusão: informação precoce e suporte estruturado reduzem danos, previnem desfechos graves e podem evitar morte entre quem usa oxi ou outras drogas no país.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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