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Transtornos mentais não tratados e vício

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Transtornos mentais não tratados e vício

Mostramos como transtornos mentais não tratados podem levar à dependência química. A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde indicam que muitos com depressão ou ansiedade buscam alívio nas drogas. Esse é um problema grave que precisa de cuidado rápido.

Pessoas com insônia ou ansiedade podem tentar se medicar sem orientação. Para quem sofre e suas famílias, é importante entender esses sinais. Oferecemos informações, apoio e encaminhamento para tratamentos que cuidam da pessoa por inteiro, disponíveis a toda hora.

No Brasil, acessar tratamento pelo SUS pode ser difícil, e não é igual em todo lugar. As redes de cuidado em saúde mental são fundamentais, mas é preciso mais. Precisamos de serviços que cuidem do lado clínico e também do apoio psicossocial e familiar.

Nos próximos textos, vamos falar sobre como o cérebro é afetado, quais os sinais de alerta e como avaliar e prevenir o problema. Queremos ajudar famílias e pacientes a encontrar tratamento cedo. Nosso desejo é vencer o preconceito e aumentar as chances de uma vida melhor.

Transtornos mentais não tratados e vício

Sintomas de transtornos mentais fazem muitas pessoas procurarem alívio em substâncias. Isso acontece quando não conseguem tratamento rápido. Esse comportamento pode levar a uma dependência.

automedicação

Como transtornos mentais aumentam o risco de dependência

Pessoas com depressão muitas vezes bebem ou usam drogas para se sentir melhor. Isso porque querem aliviar sentimentos ruins ou dormir melhor. Essa prática pode piorar tanto a depressão quanto o uso de álcool.

Quem tem ansiedade pode usar remédios ou álcool sem indicação médica. Eles fazem isso para se sentir menos ansiosos em situações sociais. Isso aumenta o risco de se tornarem dependentes.

No transtorno bipolar, a busca por drogas muda de acordo com o humor. Sedativos são usados em momentos de tristeza. No PTSD, recorrem ao álcool e sedativos para evitar lembranças ruins.

Mecanismos neurobiológicos compartilhados

Drogas alteram como o cérebro busca prazer. Elas afetam áreas do cérebro que nos fazem lembrar o alívio que trazem. Isso reforça o desejo de consumi-las novamente.

Transtornos mentais afetam como controlamos nossas emoções. Isso pode aumentar o desejo por substâncias. Dificulta resistir a vontades súbitas, aumentando o risco de vício.

Fatores sociais e ambientais que agravam o risco

Viver com muito estresse altera o cérebro. Aumenta-se a tendência a decisões impulsivas.

Isolamento e falta de emprego fazem as pessoas quererem alívio rápido. A dificuldade de acessar tratamento mental também atrapalha.

No Brasil, o estigma faz com que muitos não procurem ajuda. Isso deixa as pessoas mais vulneráveis ao vício.

É fundamental entender como esses fatores interagem. Tratamentos que cuidam tanto do transtorno quanto do vício são mais eficazes.

DomínioComo influencia o riscoExemplo clínico
ComportamentalAutomedicação por alívio imediato reforça uso repetidoDepressão → aumento do álcool e opióides
NeurobiológicoAlteração do circuito da recompensa e aumento de dopaminaUso de estimulantes intensifica busca compulsiva
NeuroendócrinoEstresse crônico e cérebro comprometido por cortisolPTSD com insônia tratada por sedativos
SocialIsolamento, desemprego e acesso limitado a serviçosPeriferias com menor oferta de tratamento
CulturalEstigma e crenças que atrasam busca por ajudaMedo de rotulação reduz procura por atendimento

Sinais, diagnóstico e quando buscar ajuda especializada

Descrevemos sinais e passos para identificar problemas de saúde mental e uso de substâncias. Detectar cedo ajuda no encaminhamento para dependência química, reduzindo riscos médicos e sociais.

sinais de dependência

Principais sinais de transtornos mentais e uso problemático

Mudanças bruscas de humor, isolamento e baixo desempenho na escola ou trabalho são sinais. Também observe irritabilidade e perda de interesse em atividades que eram prazerosas.

O uso problemático se mostra pelo aumento da tolerância e sinais de abstinência. Inclui perda de controle e uso em situações de risco, afetando relações sociais.

Processo de avaliação e diagnósticos diferenciais

Começamos com uma análise da história do uso, antecedentes psiquiátricos e contexto familiar. Exames complementares, como toxicológicos, ajudam a investigar comorbidades físicas.

Uma equipe com psiquiatra, psicólogo, e outros profissionais usa ferramentas validadas. Eles ajudam a padronizar o diagnóstico psiquiátrico.

É crucial distinguir intoxicação aguda e abstinência de sintomas de transtornos mentais. Observar ao longo do tempo e em ambientes seguros ajuda a evitar diagnósticos errados.

Quando e como procurar tratamento no Brasil

No SUS, a acolhida inicial é feita nas Unidades Básicas de Saúde. Elas podem encaminhar para CAPS ou CAPS AD, que oferecem acompanhamento psicossocial.

Há também opções privadas como clínicas especializadas e internação com equipe 24 horas. Em emergências, procure atendimento psiquiátrico ou serviços de estabilização.

Para apoio em crises ou risco de overdose, recomendamos redes como o Centro de Valorização da Vida. Veja mais sobre tratamento e desintoxicação aqui: como se livrar do vício.

Intervenção precoce e apoio familiar são essenciais. O contato com uma equipe especializada garante a continuidade do tratamento e diminui chances de recaída.

Estratégias de tratamento integradas e prevenção do reaparecimento do vício

Nós combinamos tratamentos com remédios, apoio psicológico e social em um único plano. Esse jeito de tratar olha ao mesmo tempo para a saúde mental e o vício. Ajuda a não deixar nada importante de fora e melhora o seguimento do tratamento.

A terapia que foca no como pensamos e nos comportamos é muito importante aqui. Ela ajuda a ver e mudar pensamentos que não são saudáveis, a lidar com as tentações e a conhecer jeitos novos de enfrentar os problemas. Também usamos conversas que motivam a pessoa a querer melhorar. E a ajuda da família ensina muito sobre a situação e ajuda a todo mundo a se entender melhor.

Quando falamos de remédios, a gente escolhe com muito cuidado. Sempre pensando no que cada um precisa e olhando bem as outras doenças que a pessoa pode ter. Algumas vezes, usamos remédios para a tristeza ou nervosismo que não causam mais vício. E se o problema é com certos tipos de drogas, a gente pensa em tratamentos específicos para isso.

Para ajudar alguém a voltar para a vida normal, tem muita coisa que a gente faz. Isso inclui aprender novas habilidades para o trabalho, receber ajuda para voltar a trabalhar, participar de grupos de apoio e fazer coisas na comunidade. Nossos planos para evitar que a pessoa volte a usar drogas incluem reconhecer o que faz querer usar de novo, ter amigos e família por perto e acompanhar de perto como a pessoa está indo. Nosso hospital está sempre pronto para ajudar, com um time de profissionais de áreas diferentes e programas que cuidam das pessoas com segurança e sem interrupções.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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