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Ansiedade durante a abstinência de substâncias

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Ansiedade durante a abstinência de substâncias

Neste artigo, falamos sobre a ansiedade que aparece ou aumenta ao parar de usar substâncias como álcool e nicotina. Esse tema é analisado de forma direta e acolhedora.

A ansiedade na abstinência é uma mistura de sentimentos e reações físicas. Ela é diferente da ansiedade comum, mas os dois problemas podem ocorrer juntos.

É importante cuidar dessa ansiedade para evitar mais problemas de saúde e emoção. Agir rápido ajuda a não voltar ao uso da substância e mantém a saúde social e no trabalho.

Este texto é para quem trata a dependência química e seus amigos e família. Mostramos a importância do cuidado, apoio e como se recuperar. Usamos termos técnicos mas explicamos de maneira fácil.

Vamos falar sobre o que causa essa ansiedade, como lidar com ela na recuperação e evitar retornos. Essas ideias vêm de organizações de saúde renomadas. Lembre-se: o tratamento deve ser com profissionais da saúde.

Ansiedade durante a abstinência de substâncias

Quando alguém para ou diminui o uso de drogas, pode sentir vários sintomas. Esses incluem sentimentos de medo e apreensão, e até coisas físicas como coração acelerado e tremores. Tudo isso pode ser mais forte dependendo do tipo de droga, por quanto tempo foi usada, e a situação de saúde da pessoa.

ansiedade na abstinência

O que é ansiedade na abstinência

A ansiedade na abstinência vem de quatro áreas diferentes. Emocionalmente, as pessoas sentem medo e preocupação. Na parte de pensar, sofrem com pensamentos rápidos e fixação em certas ideias. No comportamento, existe a busca por evitar certas situações e um aumento na irritabilidade. E no corpo, podem suar muito e sentir o coração bater forte.

A diferença entre ansiedade normal e transtorno de ansiedade é importante aqui. A ansiedade normal após parar de usar drogas geralmente passa. Mas, se os sintomas de ansiedade sempre estiveram lá, mesmo antes de usar drogas, pode ser um transtorno de ansiedade. É importante ir ao médico para entender isso direito e saber como tratar.

Por que a abstinência provoca ansiedade

O corpo muda em nível neurológico quando paramos de usar drogas que causam ansiedade. Por exemplo, parar benzodiazepínicos torna os neurônios mais ativos do que o normal. Com isso, a pessoa se sente mais em alerta e tensa. Mudanças nos níveis de diferentes substâncias no cérebro também afetam o quanto nos sentimos bem ou motivados.

Outros fatores contribuem para a ansiedade. Se alguém usou drogas por muito tempo, seu controle emocional pode depender dessas substâncias. Quando estão sem, sentem suas emoções mais fortes. Estresse, passar por traumas, depressão e problemas sociais também podem fazer as pessoas se sentirem mais ansiosas quando param de usar drogas.

Quadros clínicos e duração típica

Nós apresentamos diferenças por substância para orientar identificação e manejo.

SubstânciaInício típicoPico e duraçãoRiscos clínicos
Álcool6–24 horasPiora nas 24–72 horas; dias a semanasConvulsões, delirium tremens, risco médico alto
BenzodiazepínicosDias a semanasSintomas persistem semanas a mesesConvulsões em retirada abrupta de uso prolongado
Opioides24–72 horasPico em 1–3 dias; dura dias a semanasInquietação intensa, dor e desconforto físico
Cocaína e anfetaminasHoras a diasSíndrome pós-aguda por semanasParanóia, irritabilidade, risco de recaída
NicotinaHorasSemanas, com maior risco de recaída nas 2–4 semanasIrritabilidade, insônia, dificuldade de concentração

Sinais de alerta que indicam necessidade de intervenção

Existem sinais que mostram a necessidade de procurar ajuda médica de imediato. Isso inclui convulsões, dificuldade para respirar, coração muito rápido, pressão alta, e febre alta. Esses sintomas podem indicar problemas graves.

Em casos de problemas psiquiátricos, como ter pensamentos suicidas, ver ou ouvir coisas que não existem, se sentir muito agressivo, ou confuso, é urgente procurar ajuda. Não conseguir cuidar de si mesmo, não querer comer ou estar muito desidratado também são razões para ser internado. Não ter apoio de amigos ou família aumenta a necessidade de cuidado especializado.

Se ocorrer algum sintoma grave, é essencial buscar tratamento especializado ou ir ao pronto-socorro. Uma equipe médica completa pode avaliar a situação com cuidado. Isso ajuda a diminuir os problemas e garante mais segurança.

Estratégias práticas para gerenciar ansiedade durante a recuperação

Nós sabemos que a ansiedade é forte e aparece do nada quando alguém para de usar substâncias. Por isso, damos várias dicas para ajudar a controlar essa ansiedade. Elas ajudam a acalmar a mente e o corpo, proteger quem está se recuperando e garantir que continue no tratamento.

ansiedade durante a recuperação

Técnicas de manejo imediato

Uma dica é respirar profundamente: inspire até contar quatro, segure por dois segundos e solte o ar contando até quatro. Fazer isso cinco vezes pode diminuir o batimento do coração e a ansiedade.

Para ficar no presente, usamos uma técnica chamada grounding sensorial. Pedimos para a pessoa falar sobre cinco coisas que ela vê, quatro sons, três texturas, dois cheiros e um sabor. Isso ajuda a parar de pensar demais e diminuir a ansiedade.

Diminuir os estímulos ao redor tem grande importância. Um lugar tranquilo, luz baixa e água podem fazer a diferença. A família deve entender a dor, falar com calma e dar escolhas simples sem pressão.

Intervenções terapêuticas eficientes

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, a gente muda pensamentos ruins e ensina como lidar com a vontade de usar novamente. Encarar coisas que dão vontade de usar aos poucos ajuda a se acostumar sem ter uma reação exagerada.

Terapias modernas como a ACT e programas de mindfulness ajudam a aceitar o que sentimos e escolher o que fazer de forma consciente. Evita agir no impulso.

Fazemos terapia rápida e entrevista motivacional para manter a pessoa engajada. Damos informações para a família para melhorar o apoio e reduzir brigas, com metas claras e objetivos para cada semana.

Medicação e acompanhamento médico

Explicamos que os remédios dependem da avaliação médica. Usamos certos medicamentos com cuidado para prevenir problemas sérios durante a abstinência de álcool.

Na abstinência de opioides, remédios como metadona e buprenorfina cortam a vontade de usar e diminuem as chances de voltar. Outros remédios são ajustados conforme o que o médico acha melhor.

Se a pessoa também tem ansiedade, antidepressivos e outros medicamentos específicos podem ser usados. Acompanhamos de perto para evitar problemas e planejamos como parar quando for a hora.

Rotina, sono e autocuidado

Dormir bem é essencial. Ter um horário para dormir, evitar café à noite e relaxar antes de deitar ajudam muito. Um quarto escuro e silencioso é o melhor ambiente para dormir.

Exercícios, até uma caminhada leve, diminuem a ansiedade e levantam o humor. É importante aumentar a atividade física devagar e com orientação.

Comer bem e beber água são fundamentais para a saúde. Vitaminas como B e magnésio podem ajudar, mas só com indicação médica. Planejar o dia com objetivos pequenos traz de volta uma rotina normal.

Rede de apoio e grupos de ajuda

O apoio de todos é chave: família, profissionais e grupos ajudam a manter a estabilidade emocional. Envolver a família na educação sobre o assunto diminui problemas em casa.

Grupos como Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos, além de ajuda profissional, ampliam a rede de apoio. Para encontrar ajuda, indicamos locais como CAPS e ambulatórios especializados.

Ter um plano de contato para emergências é crucial. Para mais informações sobre tratamento, veja esta página.

Prevenção da recaída e manutenção da saúde mental após a abstinência

Estamos criando um plano personalizado para evitar recaídas. Identificamos gatilhos que podem ser emoções fortes ou situações específicas. Daí, pensamos em estratégias para não cair nessas armadilhas. Isso pode incluir ligar para um terapeuta, respirar fundo ou dar uma caminhada para relaxar.

Caso ocorra um deslize, temos um plano de emergência. Isso envolve buscar ajuda profissional e comunicar a família. Sempre buscamos reduzir qualquer impacto negativo até retornarmos ao tratamento corretamente.

Sugerimos a avaliação regular com profissionais da saúde mental usando ferramentas como GAD‑7 e PHQ‑9. Elas ajudam a acompanhar ansiedade e depressão de forma precisa.

Promovemos maneiras de fortalecer a resiliência através do aprendizado sobre como gerir o estresse e melhorar as relações sociais. Também motivamos a busca por novas oportunidades de trabalho e doação de tempo em ações voluntárias. Acreditamos que estabelecer metas claras ajudam a seguir firme no tratamento.

Defendemos um atendimento que une diferentes áreas da saúde e serviços de apoio. A harmonia entre esses serviços ajuda a preencher vazios no cuidado e assegura mudanças mais tranquilas entre diferentes tipos de tratamento. Para ajuda rápida, é bom conhecer recursos como telemedicina e centros especializados, como a clínica de recuperação e reabilitação.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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