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Depressão durante o processo de abstinência

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Depressão durante o processo de abstinência

A depressão é um grande desafio para quem deixa de usar álcool, opióides, benzodiazepínicos, cocaína ou nicotina. Ela surge durante o período de abstinência. A relação entre a abstinência e a depressão é bem conhecida e merece atenção desde o início.

Muitas pessoas que param de usar substâncias apresentam sintomas de depressão. Estudos confirmam que a depressão e o uso de substâncias muitas vezes ocorrem juntos. Isso coloca um grande peso sobre as famílias e os serviços de saúde.

Quando alguém está abstinente, a depressão pode aumentar o risco de voltar a usar. Ela também pode dificultar as atividades do dia a dia e aumentar o pensamento em suicídio. É importante fazer uma avaliação cedo e começar um tratamento adequado para ajudar na recuperação.

Nossa meta é dar informações úteis e suporte médico completo o tempo todo. Encorajamos as pessoas e suas famílias a buscar ajuda médica e psicológica ao notarem sinais de depressão. Isso inclui mudanças no humor, sono, apetite, falta de prazer ou pensamentos de se machucar.

Seguimos as melhores práticas psiquiátricas e as descobertas científicas sobre a neurobiologia da abstinência. Nosso objetivo é oferecer atendimento médico, apoio psicológico e social. Queremos proteger a saúde mental durante a abstinência e ajudar na recuperação segura.

Depressão durante o processo de abstinência

Explicamos por que parar o uso de substâncias pode levar à depressão. Mostramos os sinais importantes para dar atenção. Entender as causas ajuda a apoiar com rapidez e carinho.

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Por que a abstinência pode desencadear depressão

Parar de usar altera como nos sentimos felizes por causa das mudanças em duas substâncias cerebrais. A queda delas faz a pessoa sentir menos prazer e mais tristeza.

Problemas sociais também deixam tudo mais difícil. Mudanças na vida diária, julgamentos e o estresse do tratamento dificultam a recuperação. Em quem usa a longo prazo, a depressão pode ter sido escondida pela droga.

Mecanismos neurobiológicos envolvidos

Apresentamos as partes principais do cérebro afetadas. A queda na função de uma área cerebral diminui a sensação de recompensa natural.

Mudanças em outras substâncias cerebrais afetam o humor, sono e apetite. Sinais de inflamação cerebral e problemas no sistema de resposta ao estresse mantêm a depressão.

Com abstinência de certas drogas, outras mudanças aumentam a agitação do cérebro. Exames mostram diferenças em partes do cérebro responsáveis por controlar emoções e decisões.

Sintomas de depressão que surgem na abstinência

Os sintomas incluem se sentir muito triste e vazio. A falta de interesse faz com que seguir o tratamento seja mais difícil.

Cansaço, problemas para se concentrar e dormir são comuns. O apetite e o peso também podem variar. Os movimentos do corpo podem se tornar lentos ou agitados.

Se sentir culpa demais, pensar em morte ou ter pensamentos suicidas precisa de ajuda urgente. Problemas para tomar decisões e se lembrar das coisas também são sintomas.

Duração típica e fases do quadro depressivo

A depressão geralmente passa por três fases. A primeira fase é intensa e dura de dias a semanas.

Na segunda fase, os sintomas podem continuar ou mudar por semanas a meses. Sem ajuda, os problemas podem se tornar permanentes.

Sem tratamento, a depressão pode virar crônica. É muito importante observar os sinais cuidadosamente nos primeiros meses.

ItemDescriçãoPeríodo típico
Fase agudaSintomas intensos de descompensação emocional e anedonia; maior risco de ideação suicidaDias a semanas
Fase subagudaSintomas persistentes ou fluctuantes; queda de energia e alterações do sono; risco de cronificaçãoSemanas a meses
Risco crônicoDesenvolvimento de transtorno depressivo maior sem tratamento; necessidade de intervenção multidisciplinarMeses em diante
Monitoramento recomendadoAvaliação clínica e acompanhamento contínuo por equipe de saúde mental nos primeiros meses3 a 6 meses

Identificando sinais e avaliando riscos

Quando alguém para de usar uma substância, observamos certos sinais. Eles ajudam a perceber a depressão logo. Importante é notar quanto tempo dura, quão forte é, e se atrapalha o dia a dia.

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Como diferenciar tristeza temporária de depressão clínica

A tristeza que vem e vai não costuma parar nossa vida. A gente continua dormindo bem, comendo e seguindo a rotina.

Já a depressão clínica fica por mais de duas semanas. Traz uma tristeza profunda e atrapalha o que fazemos no dia a dia. Pensar em morte ou suicídio pede ajuda na hora.

Se os sintomas não deixam fazer o básico ou duram muito, é hora de procurar um especialista. Um bom plano para pegar a depressão no começo pode fazer toda a diferença.

Fatores de risco que aumentam a probabilidade de depressão

Quem tem histórico de depressão na família precisa ficar mais atento. Usar uma substância por muito tempo ou tentar parar várias vezes também aumenta o risco.

Doenças de longa duração e dor, assim como ansiedade, podem elevar o risco. Problemas como ficar sem emprego, se isolar ou sofrer violência em casa contam muito.

Coisas como a onde a gente nasceu ou nossos genes também importam. Avaliar esses riscos ajuda a saber onde focar a ajuda e o acompanhamento.

Instrumentos e avaliações profissionais recomendados

Uma boa conversa com um especialista em dependência é o começo. Se for preciso, fazemos uma avaliação mais aprofundada para planejar o tratamento.

Usamos testes para entender melhor a depressão. Em situações mais complicadas, avaliamos o risco de suicídio cuidadosamente.

Exames de sangue e outros testes podem complementar. Anotamos como a pessoa está se sentindo todo dia e checamos regularmente.

Estratégias de manejo durante a abstinência

Nós mostramos maneiras práticas e seguras de diminuir os sintomas e ajudar na recuperação. Usamos um mix de tratamentos médicos, terapia, cuidados básicos e um plano contra recaídas. É muito importante o trabalho conjunto entre médicos, a família e suportes externos.

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Intervenções médicas e farmacológicas

Nosso objetivo é estabilizar o paciente e diminuir o risco de suicídio. Se precisar, após uma avaliação, antidepressivos podem ser usados, dando preferência a certos tipos caso não tenha restrições. Escolhemos com base em outras doenças do paciente e outras medicações em uso.

Às vezes, usamos outros remédios para ajudar com tristeza profunda ou falta de sono. Em dependência de opioides, alguns tratamentos específicos ajudam a reduzir os sintomas. É importante retirar com cuidado os remédios que causam dependência, usando alternativas se possível.

Outras ações incluem beber bastante água, ajustar a dieta e terapias ocupacionais. Em casos de risco de suicídio ou sintomas muito fortes, monitoramento constante é necessário.

Terapias psicológicas eficazes

A Terapia Cognitivo-Comportamental é essencial para lidar com pensamentos ruins e melhorar o comportamento. Ela ajuda a combater a vontade intensa de usar substâncias novamente. Terapia Interpessoal lida com questões como perdas e conflitos. Práticas de atenção plena e a Terapia de Aceitação são ótimas para controlar as emoções.

Terapias com a família e programas de apoio ajudam a fortalecer o ambiente em casa. Grupos de ajuda mútua criam um espaço seguro de compartilhamento.

Cuidados de autocuidado: sono, alimentação e atividade física

Dormir bem é crucial. Sugerimos uma rotina, evitar café à noite e um quarto sem luz e barulho. Comer bem é parte da recuperação. Checamos se falta vitamina D ou B12 e recomendamos comidas saudáveis. Exercícios ajudam no humor e devem ser feitos regularmente. Definir metas diárias ajuda a manter o ritmo.

Diminuir o estresse também é importante. Usamos técnicas de relaxamento e respiração para ficar mais calmo.

Como montar um plano de prevenção de recaídas

Começamos identificando o que pode fazer alguém querer usar substâncias de novo. Planejamos respostas para cada situação. Montamos uma rede de apoio com contatos importantes e familiares preparados para agir em emergências.

Continuar com medicações, se necessário, é parte do plano. Saber o que fazer logo no início de uma recaída é vital. O time de saúde revisa e ajusta o plano conforme necessário para garantir segurança.

ÁreaIntervençãoObjetivo
FarmacológicaISRSs (sertralina, escitalopram); adjuvantes (bupropiona, mirtazapina); metadona/buprenorfinaEstabilizar humor, reduzir risco suicida, controlar abstinência
PsicológicaTCC adaptada, Terapia Interpessoal, ACT, mindfulnessReduzir pensamentos disfuncionais, melhorar regulação emocional, reduzir craving
AutocuidadoHigiene do sono, nutrição, exercício físicoRestaurar energia, melhorar sono e humor
Suporte socialTerapia familiar, grupos de apoio, acompanhamento multidisciplinarFortalecer rede, reduzir estressores ambientais
Prevenção de recaídaMapeamento de gatilhos, planos de ação, revisão periódicaDetectar piora precoce e ativar medidas de intervenção

Recursos de apoio e redes de ajuda

Busque serviços para dependência química no Brasil que sejam credenciados. Eles devem ter uma equipe completa, incluindo psiquiatra, psicólogo, e mais. Opções incluem locais para desintoxicação, e unidades do CAPS.

Para crises, o Centro de Valorização da Vida (CVV) — 188 atende 24 horas. Caso haja risco imediato, ligue para o SAMU 192. Há também grupos como Alcoólicos Anônimos que ajudam durante a abstinência.

Explore recursos online de organizações como a Organização Mundial da Saúde. Serviços de telemedicina são ótimos para acompanhamento à distância. Para mais dicas, acesse nosso guia aqui.

Oferecemos atendimento médico 24 horas e planos de reabilitação personalizados. Incluímos terapia individual e em grupo. Após a alta, é vital seguir com consultas e fazer parte de grupos de apoio.

Sobre o autor

Dr. Luiz Felipe

Luiz Felipe Almeida Caram Médico, CRM 22687 MG, cirurgião geral, endoscopista , sanitarista , gestor público e de saúde . Ex secretário de saúde de Ribeirão das Neves , Vespasiano entre outros .
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+ 3 Psicólogos diários

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